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sábado, 3 de março de 2012

MEU REVIEW SUPREMO DE FALLOUT 3




















Antes de tudo, preciso confessar uma coisa: o meu primeiro contato com a série Fallout foi com o terceiro game mesmo, como deve ter acontecido com nove entre dez jogadores da atual geração.

Em 2009, enquanto fazia pesquisa de preço pra comprar o meu PS3, ouvi falar de um RPG que estava sendo muito elogiado por diversos sites especializados. Nem dei bola. Pra falar a verdade, nem sabia a qual gênero (digo, de ser RPG + FPS) o jogo pertencia quando adquiri o mesmo. Mas estou me adiantando um pouco. Comecemos pelo início...

Muito precocemente, notei que RPGs eram escassos nessa geração, e quem dominava mesmo eram os FPS. Então, depois de alguns vídeos e reviews sobre o Demon’s Souls, decidi que estava precisando mesmo de um belo RPG anacrônico no estilo medieval.
Comprei um PS3 em dezembro de 2009, e no final desse mesmo mês comprei o Demon’s Souls, do qual vocês com certeza já devem ter ouvido falar.

O fato é que eu não gostei nenhum pouco desse game. Achei que faltou um melhor acabamento gráfico e de animação, sem contar ausência de música e a dificuldade irreal e desbalanceada. Não se deixem enganar por estas palavras. Eu adoro um jogo bem difícil, mas desde que a dificuldade não seja intransigente. De fato, alguns dos games de que mais gosto são muito difíceis e eu costumo dizer que, se for para um jogo ser muito fácil ou muito difícil, eu fico com a segunda opção.

Prepare to die... Acho que a From Software não manja muito de propaganda...


Pra encurtar a história: resolvi que não queria ficar com o jogo e decidi trocá-lo por outro na mesma loja em que tinha comprado. Não que as minhas opções fossem as melhores: Bioshock (um dos melhores games dessa geração que, justamente por causa disso, eu já possuía em minha coleção), Soul Calibur 4 (uma porcaria total que não conseguiu nem ao menos superar o seu antecessor, provando que a pressa é realmente a inimiga da perfeição), Quake Arena (um daqueles jogos em que não há a menor razão em se ter, a não ser que você tenha extremo mau gosto ou possa jogar online) e, finalmente, um tal de Fallout 3, um RPG do qual eu não sabia quase nada. Onde investir os R$150,00 que eu havia pago naquela bomba do Demon’s Souls?

Muito premiado, e merecidamente


Vejam bem. Nessa época eu ainda nutria a esperança de que a Square-Enix conseguisse emplacar um RPG tão bom quanto Final Fantasy 10 (ou com uma qualidade pelo menos razoável, como Final Fantasy 12). Então, qualquer RPG que tentasse ocupar essa vaga era visto por mim com bastante desconfiança.
Mesmo assim, apostei no Fallout 3. Agora, fiquem com as minhas primeiras impressões do game.


FALLOUT 3 PRIMEIRAS IMPRESSÕES

O ponto de partida da grande jornada no Wasteland. Kaboom ou não kaboom? Eis a questão...


Peço mil desculpas, mas ainda não consegui me livrar do vício de contar historinhas chatas e introdutórias. Então lá vai...

Sei que sou meio lento com algumas coisas, então não sinto nenhuma vergonha em dizer que ainda não me recuperei do impacto que foi a transição do PS1 para PS2.
Na era 32-bits, as texturas eram borradas, quadriculadas e dava pra contar a quantidade de polígonos que construíam os cenários e personagens.

Com o PS2 tudo mudou. A diferença era gritante. Até nos jogos mais medianos era possível notar um salto de qualidade digno de fazer você roubar a senha do cartão de crédito da sua mãe só pra comprar um console de nova geração. Isso sem falar nos games de primeira linha, como Final Fantasy 10, Resident Evil 4 e Outbreak, Metal Gear 3, Valkyrie Silmeria (até hoje me pergunto como a Enix conseguiu aquele feito tecnológico), Kingdom Hearts 1 e 2, Soul Calibur 3, GTA San Andreas e etc.. Era um mundo totalmente diferente, onde 4,7 gigas eram o limite.

Silmeria... Gráficos em tempo real no PS2. Acredite, esse ainda não é o melhor visual que esse jogo tem a oferecer.

A expectativa com a nova geração e a alta definição não podiam ser maiores.
Um amigo meu comprou o PS3 um mês antes de mim, e isso serviu para que eu experimentasse muitos games dos quais só havia visto em fotos.

Joguei Bioshock, Silent Hill 5, Metal Gear 4, Heavenly Sword e outros. Fiquei muito decepcionado com o que vi. Não que os games citados sejam ruins. Muito pelo contrário (no caso do Bioshock e Metal Gear 4). Mas estavam longe da “perfeição” que eu esperava dos consoles, que deveriam ter a capacidade de nos fazer salivar e chorar na frente das nossas caríssimas TVs LCD.

Gráficos medianos; texturas mal-lavadas que apareciam do nada (algo a declarar em sua defesa, Rapture?) e outros problemas que eu, sinceramente, não esperava ver numa nova geração de consoles. Pura inocência minha achar que a mentalidade dos desenvolvedores acompanharia o salto tecnológico dos novos aparelhos.
Nessa época, fiquei seriamente preocupado com o meu entretenimento preferido e procrastinei a compra do (não mais) tão sonhado PS3.

A "culpa" de eu ter desejado a compra de um PS3 é sua, Chris e Sheva


Mas, num belo dia, eu e meu amigo resolvemos comprar Resident Evil 5, e o resto é história (que contarei depois, quando falar desse jogo). Ali estava um game que estava quase 100% à altura das minhas expectativas.
E quando coloquei as mãos no Fallout 3, qual não foi a minha decepção ao me deparar com um game bem feinho e mediano, que habitava os meus pesadelos pré-Resident Evil 5?



AGORA SIM, AS MINHAS PRIMEIRAS IMPRESSÕES DE FALLOUT 3

Capitol City. Foi aqui que testemunhei o primeiro de muitos bugs

Fallout 3 começa (não se preocupem, nada de spoilers) num Vault, um abrigo nuclear construído numa montanha com o propósito de proteger alguns poucos privilegiados da hecatombe nuclear que inevitavelmente devastou o mundo.

Se você é daqueles que, antes de tudo, julga um game principalmente pelo visual, dificilmente teria motivos para continuar a jogar Fallout 3 depois de seus primeiros dez minutos. Um jogo bem mediano pros padrões da nova geração, como eu já tinha dito, com personagens esquisitos e nada de tão surpreendente.

De fato, a primeira meia hora desse jogo é bastante chata e desestimulante (dependendo da sua paciência para acompanhar os diálogos). Tanto é que o próprio game faz um save especial (que não é sobrescrito pelo auto-save) pra quando você quiser começar de novo sem precisar ver toda aquela introdução novamente.

Até aqui você ainda não fazia ideia da proporção absurda que esse jogo apresenta

Introdução essa que é meio chata, mas exerce um papel importante. Através de uma curva evolutiva de tempo, o game introduz certos momentos da vida do seu personagem que serão decisivos nas suas futuras escolhas e na forma como você interage com os demais npcs.
Fiquei muito frustrado e decepcionado com o game e sua qualidade média. Nem me deu vontade de continuar a jogar. Mais uma vez, como é bom estar errado, às vezes.

Para continuar o texto, preciso dar uma aviso: se você gosta de RPGs, games de tiro em primeira pessoa e jogos Sandbox (aqueles de mundo aberto, em que você vai pra onde quer, faz e acontece), não se deixe intimidar pelo começo nada convidativo de Fallout 3. Digo a você que vale a pena perseverar, tendo em vista o que será visto daqui pra frente. De fato, deixar de jogar Fallout 3 por causa da sua introdução é como deixar de tomar aquela jarra de seu suco favorito só porque se engasgou no primeiro gole.

Com o desenrolar do tutorial, seu personagem ganha liberdade e se vê livre para explorar o mundo (o que não chega a ser nenhum passeio no parque nesse caso).
Fallout 3 te apresenta o mundo de fora com um belo efeito de luz que cega os olhos do seu personagem, que vai se adaptando aos poucos a uma claridade natural nunca experimentada entes na vida. Prepare-se para abandonar todo e qualquer tempo livre e vida social pré-Fallout 3.

Sua nova "vida" começa depois daquela portinha



RAÍZES DO APOCALIPSE

Um RPG clássico. Tirando as fadas, magias e outras frescuras...


Não, não é o nome de banda de Rock dos anos 80. Só queria abrir um espaço pra falar um pouco das origens da série.
Caso não tenham te ensinado matemática na escola, Fallout 3 surgiu de um game homônimo lançado em 1997, e contava a história de um mundo devastado pela energia atômica. O próprio nome Fallout já diz tudo: precipitação radioativa. O jogo era muito interessante pela sua ambientação cyberpunk pós-apocaliptica e por ser um RPG bem casca-grossa.

No game, todas as suas ações eram ditadas por um sistema de turnos, onde todos os movimentos deveriam ser calculados com base nos seus “pontos de ação”.
Usar armas de fogo, itens de cura, mudar um equipamento e até andar eram fatores determinados pelo AP. Um erro de cálculo e você poderia ficar sem pontos para fugir daquele Radscorpion FDP que queria acabar com a sua raça.

Como já mencionei, só conheci a série com o terceiro jogo. Depois de ler sobre o game em alguns blogs, tive a curiosidade de jogar o original. Resultado: nem consegui passar da primeira cidade.

Extremamente apelão e casca-grossa

Ainda não tive a chance de comprar uma cópia original do jogo, então baixei um qualquer pela web. Não foi uma experiência muito boa pois, além de eu ser contra a pirataria de games, ele veio sem a introdução em CGI, diálogos dublados e animação (tosca) nas janelas de diálogos (componentes essenciais para a imersão).

Mas pelo pouco que pude observar, fiquei me perguntando como as pessoas aguentaram jogar um game tão burocrático como Fallout.
Ele era MUITO burocrático. Um daqueles games em que é necessário salvar a cada inimigo derrotado, tamanha sua dificuldade.

Algo que também me incomodou muito nesse game foi a jogabilidade. É complicado atacar, iniciar um diálogo ou examinar um item. Você precisa alternar (de uma forma não muito lógica) entre os botões esquerdo e direito do mouse para andar, atacar, examinar... Ou seja, faltaram aquelas velhas ações de contexto tão comuns em games de PC. E um dos motivos que me fizeram abandonar a partida logo no início (além da pirataria) foi o simples fato de não saber como usar um maldito Stimpack! Sério! Consegui equipar itens, armas e até matei umas ratazanas, mas tive que parar por não saber da engenharia da computação necessária que me permitiria usar um simples Stimpack.

As fundações da futura Megaton? Quem sabe...

Não que o jogo seja ruim, longe disso, mas acho que ele era burocrático e “travadão” demais até pra sua época, tendo em vista que em 1996, por exemplo, já tínhamos Diablo e sua simplicidade nos dois botões do mouse.
Mas não se iludam. Ainda não desisti de explorar aquele maravilhoso mundo desolado pela radiação. Apenas adiei a viagem ao inferno...



THE WASTELAND

Out here int the field... I fight for my meals...

É incrível como esse jogo muda da água pro vinho passada a sua introdução maçante e demorada.
Depois de sair da “segurança” do Vault 101, você é jogado num mundo chamado The Wasteland. Essa é a forma como os habitantes do próprio universo do game se referem ao mundo exterior que foi totalmente devastado por bombas atômicas lançadas pela China, num conflito que ocorreu dezenas (e bota dezenas nisso) de anos antes da história principal.
Wasteland significa deserto, e é exatamente a isso que o mundo foi reduzido no game.
O clima aqui é de total desolação e abandono. Quase todos os ambientes estão destruídos, abandonados e... desolados. Acho que já deu pra sentir o clima.



COISAS QUE EU ADORO NO FALLOUT 3

O Fallout japonês. Pelo menos na minha cabeça

Em meados de 1999, acompanhava uma revista de games meio chinfrim. Por intermédio dela, fiquei sabendo de um designer que tinha um sonho de criar um game em que fosse possível ir para onde quiser e fazer o que bem quisesse. Um simulador de mundo.
Esse japa se chamava Yu Suzuki e o game em questão era um tal de Shen Mue, para o finado Sega Dreamcast (até hoje eu acho que a queda desse console se deu pela escolha infeliz desse nome esquisito).

Desnecessário dizer que ele passou longe de cumprir seu objetivo, até mesmo por causa das limitações técnicas do console. Aquela ideia de gigadisc também não ajudou muito, deixando claro que a Sega parecia não ter aprendido a lição com a Nintendo, de que uma escolha equivocada de mídia pode derrubar até o mais promissor dos consoles.

Ah, esses mods...

Resumindo (lá vou eu de novo, mentindo pro leitor): no Fallout 3, é possível ir para qualquer lugar a hora que você quiser (exceto Old Lane, rsrsrsrs).
Você pode iniciar o game decidido a completar o objetivo principal (1% dos jogadores) ou simplesmente se perder no mundo de quests e possibilidades que o título te oferece (99% dos jogadores).

E já que toquei no assunto, uma das coisas que eu mais gosto nesse game é a exploração descompromissada.
É muito prazeroso vagar por aí num mundo silencioso (às vezes), acompanhado apenas pelo seu desejo de encontrar uma ruína distante em busca de um item ou inimigos para ganhar experiência. De fato, descobrir novas localidades faz parte do prazer de se jogar Fallout.

O game apresenta uma extensão territorial quase crível, e não se surpreenda ao passar horas apenas caminhando rumo a um dos indicadores de local inexplorado no Pipboy 3000 com o intento de desbravar novas áreas.

A música ambiente (vinda do Pipboy) presente no game é muito boa, dando aquele clima western de imensidão e abandono. E caso você esteja enjoado de ouvir apenas os sons dos próprios passos, pode sintonizar uma das rádios disponíveis no Pipboy.

Devastado e ainda assim, lindo

Poucos jogos conseguiram me passar essa experiência de “exploração pela exploração”. Acho que um deles foi o GTA: San Andreas, um game tão bom e vasto que eu nunca cheguei a completar nem a primeira missão de tutorial. Descia da minha bicicleta e saía mundo afora roubando carros e curtindo a bela paisagem da cidade, embalado pela melhor trilha sonora que os anos 80 podem oferecer. E o Fallout 3 consegue repetir toda essa façanha, só que a pé.
Eu gosto tanto dos ambientes deste game que fica até difícil falar das outras características dele. Mas como organização é algo fundamental na vida adulta, vou separar o texto em tópicos pra não esquecer de nada.



ATMOSFERA

Apenas um dos milhares de locais pitorescos de Fallout 3

Como disse anteriormente, a imersão com o título não podia ser maior. Estações de metrô destruídas; casas abandonadas; escolas; hospitais; cavernas; bases militares; laboratórios; prédios comerciais; tudo no game lembra a destruição e o terror de um holocausto que poderia ter acontecido na vida real. É difícil não parar pra pensar na estupidez do homem e na sua intolerância com os outros seres humanos. Os ambientes do jogo são um show que fala por si mesmo.


COMBATE

Prepara a pipoca que o show vai começar!

As batalhas do game podem ser em primeira pessoa, como num jogo de tiro qualquer ou em terceira pessoa usando o VATS, um sistema de mira automática do Pipboy que te permite selecionar uma parte específica do corpo inimigo e calcular a chance de acerto.

A parte de combate em tempo real (em primeira pessoa) não funciona muito bem nesse game. A velocidade da retícula te deixa com duas opções: ou você deixa na configuração padrão e aceita que vai errar muitos tiros por causa da imprecisão da mira (que é rápida demais), ou você diminui a velocidade da retícula pra poder mirar direito e vira refém de inimigos espertinhos que ficam “dançando” balé na sua frente pra escapar das balas.
Várias vezes no game, me flagrei sendo forçado a utilizar o Vats por saber que não conseguiria acertar os tiros em tempo real. Ou seja: o Vats acaba sendo mais um mal necessário que um recurso estratégico a serviço do jogador.

O combate em terceira pessoa, assim como o jogo todo em terceira pessoa, é deprimente. Sinceramente, você deve possuir alguma deficiência mental pra conseguir jogar Fallout 3 em terceira pessoa. A animação do personagem é horrenda e, quando ele pula, parece que está cagado. Desculpem o termo chulo, mas não consigo imaginar palavra melhor pra definir isso. Acho que esse modo só serve pra vídeos do Youtube mesmo, pois é mais agradável assistir o game em terceira pessoa. Só assistir em vídeos, porque jogar...

No hard esse trio é morte certa

E outra coisa muito triste nesse jogo é que ele começa bem difícil, mas vai perdendo toda a dificuldade e os elementos estratégicos e de RPG.
Depois de adquirir alguns Perks (habilidades que são obtidas com o subir de level ou realizando algumas Quests) como o Grim Reaper, que restaura TODO o AP após matar um inimigo, a estratégia do game é mandada pro saco em prol da ação propriamente dita.

Lembra do Vats, usado pra selecionar membros do corpo do inimigo? Ele deveria servir para incapacitar um personagem das mais variadas formas: aleije as pernas do oponente pra impedi-lo de se mover; destrua o braço de um personagem portando uma arma para que ele não possa mais te atacar; meta bala na cabeça do canalha para vê-lo (ao menos) desabar desmaiado no chão. É o que a lógica diz, certo? Não no mundo de Fallout 3.

Atirar nas pernas do inimigo é pura perda de tempo e dano pois, mesmo com as duas pernas aleijadas ele continuará se movendo e apenas mancará de forma tosca e pouco condizente com a sua real condição. De fato, o próprio Vats trata de selecionar automaticamente a cabeça do inimigo, numa clara admissão de culpa.

V.A.T.S numa barata é covardia...

Falando em cabeça, atirar nessa parte do corpo só serve pra causar mais dano mesmo. O estado Cripple (aleijado) parece não significar muita coisa para os habitantes do universo radioativo de Fallout, pois os inimigos nem chegam a desmaiar depois de ter quase toda a vitalidade da cabeça esvaída por uma saraivada de balas. Mas se isso acontecer com você, prepare-se pra aguentar um efeito de luz pentelho que embaça a sua visão e ainda te deixa com um zumbido filho da mãe no ouvido.

Aleijar os braços de um inimigo deveria ser suficiente para tirá-lo de combate, por mais baixa que fosse a probabilidade de acertar esses membros. Não é assim que funciona no game. O máximo que vai acontecer é o oponente largar a arma que segurava para, três segundos depois, tirar magicamente uma outra arma do bolso e voltar a atirar contra você.

Não tenho certeza se o sistema de Vats foi criado nesse terceiro game, pela Bethesda. Com certeza ele vem pra adicionar algo à franquia, mas acho que, se ela conseguiu criar um elemento interessante que se aplica muito bem ao universo da série, deveria ter tido um pouco mais de cuidado com ele e garantir que o Vats realmente servisse pra alguma coisa no jogo (além de tapar a falha na jogabilidade em tempo real).

Felizmente todos, ou quase todos, esses problemas foram corrigidos no Fallout New Vegas. Falarei dele no futuro, num post menor e mais objetivo focado em revisar apenas as diferenças entre os dois games.



COISAS QUE EU ODEIO NO FALLOUT 3

Gente que morre feito um boneco de pano: tá aí uma coisa que eu odeio nesse jogo


É impossível jogar Fallout 3 sem se irritar profundamente com esse jogo. Mesmo que você seja um monge budista, cedo ou tarde vai se enfezar com um dos fatores de estresse que a experiência com o game te proporcionará.

Mas antes de começar, queria citar uma postagem do blog Retina Desgastada.
Esse foi um dos primeiros posts que li no blog, e seu título era: Sete Coisas que me Irritam  no Fallout 3. Aqui vai o link, caso você ainda não tenha lido: http://blog.retinadesgastada.com.br/2011/08/sete-coisas-que-me-irritam-em-fallout-3.html.

Não vou me prolongar muito no assunto, mas gostaria apenas de fazer uma pergunta ao criador e mantenedor do blog, o camarada Aquino: COMO DIABOS VOCÊ CONSEGUIU FAZER UMA LISTA COM APENAS SETE COISAS QUE VOCÊ DETESTA NO FALLOUT 3? Você deve ser um monge budista Jedi que medita 25 horas por dia pra conseguir fazer uma lista tão pequena sobre as coisas irritantes desse game.
Tendo dito isso, vamos começar com a minha lista de porquês sem resposta que eu daria o meu braço direito para que fossem respondidos.


POR QUE A LUZ DO PIPBOY SE APAGA SEM O NOSSO CONSENTIMENTO?

Quero um desses. Onde vende?

Toda vez que você entra em uma porta que dá para um ambiente interno, ou viaja uma grande distância, a luz do Pipboy se apaga. E antes que eu me esqueça de dizer isso, ficar pressionando e segurando um botão para que a luz acenda TODA MALDITA VEZ QUE VOCÊ ENTRA NUMA PORTA DE LOAD É MUITO ENERVANTE.

E por que isso acontece? Boa pergunta. Eu apenas gostaria de entender como um microcomputador que faz todas aquelas coisas fantásticas não consegue memorizar uma configuração de “lanterna” ligada.

Talvez essa seja uma medida preventiva do computadorzinho: como a luz atrai inimigos, ele se desliga pra tentar preservar a sua segurança.
Tá bem. Eu admito. Essa foi uma bela forçada de barra, e o fato continua sem fazer o menor sentido.


POR QUE A PROBABILIDADE DE ACERTO DOS ATAQUES NUNCA PASSA DOS 95%?

Ô loco, meu! Tem como errar um alvo desses?

Qual a chance de errar um tiro quando você está a cinco centímetros do seu alvo?
Por mais que uma arma dê coice, acho que deve ser bem próximo do zero.
Mas no game, por mais que você invista nas características do seu personagem para que ele se torne um Rambo pós-apocaliptico, VOCÊ NUNCA VAI CONSEGUIR UMA TAXA MAIOR QUE 95% DE ACERTO.
95% de acerto pode parecer muito, se não ocorressem vários bugs no game que te fazem errar tiros com 95% de probabilidade de acerto.
Muito sem sentido, mas o bom é que isso nos leva ao próximo por que da minha lista.


POR QUE TIROS À QUEIMA ROUPA CAUSAM MENOS DANO QUE OS TIROS À DISTÂNCIA?

Tiro à queima-roupa nas fuças. Com certeza.

Faça o teste: atire de longe com o V.A.T.S. na cabeça de um inimigo e repare no dano causado. Agora, atire novamente quando estiver colado com o inimigo.
Esse deve ser mais um bug do jogo, pois os tiros disparados à queima-roupa (quase sempre) causam pouco ou nenhum dano ao inimigo. Muito estranho e irritante, principalmente quando você precisa matar um inimigo forte como um Super Mutant Overlord ou Ghoul Ravager.


POR QUE OS SUPER MUTANTES FORAM RETRATADOS COMO DÉBEIS MENTAIS?

Olha a cara de retarda do sujeito

Essa pergunta tem uma resposta bem fácil: todo jogo precisa de um inimigo de fácil reconhecimento pelos jogadores.
O problema aqui é que a sutileza passou longe, e um inimigo que era bem interessante no primeiro jogo da série foi retratado como um tipo de Hulk genérico com voz de crianção retardado.
Veja esse vídeo, do Fallout original, e tire suas próprias conclusões sobre a “respeitabilidade” desses inimigos no jogo 




A animação é bem tosca, mas você teria coragem de chamar esse grandão ameaçador de retardado? Eu acho que não.


POR QUE O STEALTH BOY NÃO SERVE PARA P#RR@ NENHUMA?

"O espírito da floresta. Sempre aparece em anos de grande calor".

Faça o teste, novamente: evolua seu atributo Sneak, abaixe-se, use um Stealth Boy e tente passar despercebido por um inimigo. NÃO ADIANTA! Ele vai conseguir te detectar como se você não estivesse invisível.

Eu aceitaria a desculpa de que animais seriam capazes de te localizar através do olfato, se não fosse pelo fato de que seres humanos normais também conseguem te detectar com a mesma facilidade.

Por causa disso, eu Shadow Geisel, com os poderes concedidos a mim pela igreja e pelo Estado, declaro o Stealth Boy O ÍTEM MAIS INÚTIL DE TODA A SÉRIE. E se há alguém aqui que sabe de algo que impeça essa declaração, cale-se agora e vá trollar em outro blog. Stealth Boy servindo pra alguma coisa...vê se tem cabimento...


POR QUE NÃO PODEMOS DORMIR EM UMA CAMA QUE POSSUI DONO, MESMO QUANDO O FULANO JÁ PASSOU DESSA PRA MELHOR?

Caramba! Não larga o osso nem depois de morto.

Nesse game você pode: roubar, matar, explodir cabeças, envenenar pessoas e atirar contra criancinhas (mesmo que elas sejam imortais, mas ainda é possível mandar bala nelas), entre outras atrocidades das quais não me lembro agora.
Mas não pense, jamais, em dormir em uma “owned bed”. Vai saber que tipo de paradoxo tempo-espacial esse ato maligno pode causar...


POR QUE TODOS OS INIMIGOS DO JOGO IRROMPEM EM UMA CORRIDA FURIOSA CONTRA VOCÊ QUANDO TE VEEM?

O tom de pele é albino mas a nacionalidade é brasileira: não desiste nunca!

Muito cuidado ao vagar pelas ruas (quase) desertas do Wasteland.
Os inimigos no Fallout 3 são bastante ecléticos e democráticos e, ao te avistarem (às vezes, a dezenas de metros), virão correndo pra cima de você como os zumbis do filme Extermínio, não importando sua cor, raça ou credo. E sim, aqueles caras do filme são zumbis. Não venha me dizer que não.

Voltando ao assunto. Será que os programadores do game não têm vergonha na cara de serem tão preguiçosos a ponto de não criarem um ecossistema para a reação dos inimigos? Digo, nem todos os animais que existem na natureza são completamente hostis, mesmo se fossem mutantes. Então, por que os inimigos têm que vir diretamente pra cima de você sem nenhum motivo ou critério definido?

Formigas: o melhor exemplo de inimigos incansáveis ligados eternamente no modo Kill

Imagina se isso acontecesse na vida real: você está andando no meio de uma floresta, caçando ou procurando lenha quando, de repente, cobras, coelhos, aranhas, raposas, onças, leões (que vivem na floresta, por que não?), escorpiões, ursos, abelhas e outros milhares de criaturas começam a te atacar ao menor sinal da sua presença.
Além de ser irreal, torna o sistema de jogo saturado por uma necessidade artificial em combates.

Várias vezes, ao vagar em busca de um objetivo, tive que desviar da minha rota por causa de um encontro com um Death Claw ou Albino Radscorpion FDP QUE NÃO TEM MAIS O QUE FAZER DA VIDA DO QUE ME AVISTAR A 100 METROS DE DISTÂNCIA E VIR CORRENDO ME ATACAR.
E pode apostar que eles não desistirão de te perseguir até que sejam mortos ou que uma montanha ou parede fique entre você e eles.


POR QUE OS INIMIGOS SE MOVEM EM SUPERVELOCIDADE?

Aqui temos um excelente exemplar da espécie "estou ferido e vou correr pra você perder o XP que ia ganhar".

O que Oblivion, Skyrim, Fallout 3 e New Vegas têm em comum?
Além de serem da mesma produtora, todos os jogos citados possuem inimigos que, em um ou outro momento, correrão em supervelocidade pra perto ou pra longe de você (dependendo de sua própria conveniência, claro).

Atire contra um supermutante. No braço, pra ser mais específico. Ele vai largar a arma que estiver usando no chão. Depois, vai puxar, magicamente, uma outra arma e voltar a atirar em você, mesmo com o braço aleijado, incapacitado (cripple).
Quando não conseguir mais puxar uma arma do *, ele vai sair correndo na maior velocidade pra longe de você. Então, pra não perder a experiência, você terá que:

A-atirar na sua cabeça pra dar cabo do infeliz de uma vez por todas;
B- atirar nas pernas pra diminuir a sua velocidade de corrida.

Conclusão: os inimigos do Fallout 3 se movem em supervelocidade para justificar o recurso de atirar nas pernas uma vez que, em raras ocasiões, essa opção servirá de alguma coisa (acho que só contra os Deathclaws mesmo).


POR QUE NÃO HÁ UM ATALHO PARA CANCELAR JANELAS DE DIÁLOGO?

E eu dizendo que o primeiro Fallout era burocrático...

Quem joga esse game lendo todas as opções de diálogo sabe como as janelas podem ficar superlotadas com opções e mais opções que levam a outras opções. Pois bem, então, por que os desenvolvedores não incluíram a opção de cancelar todas as janelas e sair da conversação com um aperto de botão ou tecla?

Nem sei se essa opção existe no PC (tecla ESC seria muito bem-vinda), pois jogo a versão do PS3, mas faz muita falta durante as longas horas em que você estiver conversando (alguém aí falou Moira Brown?).
Ta bem, admito que essa é a menor das preocupações que um jogador vai ter com esse jogo, mas (ao menos a mim) essa ausência incomoda bastante;


POR QUE ESSE JOGO TE CASTIGA COM TANTOS LOADS DE UMA VEZ SÓ?

´Não é à toa que dá tempo de detalhar a vida toda do jogador durante os loads

Experimente fazer o seguinte: ligue o seu console (infelizmente, não posso discorrer sobre os loads da Versão PC); carregue o seu save; escolha um local do mapa para Fast Travel (de preferência, Old Lane) e morra para um dos inimigos que (com certeza) estarão lá. Agora, espere o seu save carregar de novo. São quase cinco minutos de espera vendo os belíssimos slides do GOAT.
Esse jogo instala mais de 3 gigas de dados no HD. Mesmo assim, tem load para quase tudo. Ficava me perguntando como os loads seriam sem o recurso da instalação no HD. Então, The Elder Scrolls: Skyrim é lançado em 2011, para saciar a minha (mórbida) curiosidade.



EXPANSÕES



Os DLCs do Fallout 3 acrescentam horas e mais horas de jogo.
Se você já desbravou tudo que o mundo radioativo de Fallout tem a oferecer, você só pode ser um dos verdinhos cabeçudos da Mothership Zeta, pois eu jogo esse jogo desde janeiro de 2010 (com algumas pausas, claro) e ainda nem consegui completar a lista de troféus. Saiba que lista de troféus e 100% do conteúdo de jogo são duas coisas completamente diferentes e infinitamente distantes.

A primeira coisa que percebi quando me dei conta da escala e do tamanho do Fallout 3 foi que a sua evolução no game simplesmente não é proporcional à quantidade de coisas e quests existentes. De fato, quando você tiver atingido o nível máximo de evolução ainda não terá completado nem 50% de conteúdo.
Isso me incomodava um pouco no começo, até que aceitei o desafio de chegar ao nível 30 com personagens de Karma neutro, mau e bom. Depois disso, realmente vi que seria uma tarefa quase impossível de realizar se o seu personagem alcançasse o nível 99, como acontece em alguns RPGs.

Falando sério agora: são cinco expansões, das quais falarei a seguir.



MOTHERSHIP ZETA-
sim, você estava falando errado esse tempo todo. A pronúncia correta é zita.
Fallout 3 entra para a minha lista de jogos favoritos de todos os tempos, pois tem as coisas que eu mais gosto quando se fala de ficção: zumbis; robôs; tecnologia futurista analógica (não sabe o que isso significa? Assista ao filme Alien, O Oitavo Passageiro, seu imberbe ignóbil); vampiros e radiação (com uma pitada de formigas gigantes, que não poderiam faltar em um jogo de ficção científica futurista que se preze). Mas ele não faria parte da minha lista se faltasse um dos elementos mais legais quando o assunto é ficção científica: E.Ts.

Se você é um daqueles que, assim como eu, jogou a versão normal do Fallout 3 e ia correndo para os arredores de Old Lane para adquirir a melhor arma do game (não sabe qual é? De que planeta você veio?), pode ir tirando o seu cavalinho da chuva.
Ao tentar pegar a Alien Blaster, seu personagem é abduzido (e geralmente dá uma travada federal nessa hora. Deve ser interferência do maquinário alien agindo no seu console de videogame) e tem início uma das mais engraçadas quests que esse jogo tem a oferecer.

Me lembra um certo filme em que uma menina pentelha consegue sobreviver se esgueirando por canos e dutos de ventilação


Mothership Zeta, além de tudo, é uma ótima alternativa para quem quer evoluir um personagem logo no início do jogo.
Se iniciar essa expansão com um alto nível de ciência, repair e energy weapons, você sairá dela mais ou menos no nível 14 ou 15. Isso sem falar na grande quantidade de armas e munição extra. 
Então, já que toquei nesse assunto, gostaria de fazer o seguinte questionamento: por que nós nos deparamos com armas de energia que chegam bem perto do nível de dano da Alien Blaster, mas não causam o mesmo dano necessariamente? É caso da broxante Drone Cannon, uma arma com attack rate de 90 que não faz nem a metade do estrago que a Alien Blaster faz. Broxante sim, pois essa arma atira pra baixo, em vez de pra frente.



De resto, uma coisa que me agradou muito nessa expansão foram os cenários e os arquivos de áudio que narram as experiências daqueles que foram abduzidos muito antes da sua chegada à nave-mãe. Desafio qualquer um a não cair no riso quando ouvir a voz dos E.Ts durante os interrogatórios.


OPERATION ANCHORAGE- essa expansão se passa em um simulador que conta uma invasão dos chineses ao Alasca (se não me engano).

Operation Anchorage mostra como o Fallout 3 seria se fosse um jogo genérico de tiro. Genérico e bem fraquinho, diga-se de passagem.
Simplesmente não gostei da ambientação, história, das armas sem graça e dos inimigos a la Snake (do Metal Gear 4) e todo o resto dessa expansão.

Ela só serve para ganhar um pouco de experiência e adquirir um perk exclusivo ao coletar todas as 10 maletas espalhadas pelos cenários. Eu não consegui pegar todas. Não que seja difícil. Na verdade, as maletas estão bem na cara, mas simplesmente não fui ao local exato da última maleta.
Claro, isso só fez aumentar a minha ira diante dessa total perda de tempo que foi Operation Anchorage.

Essa expansão é bem sem graça e inspiração, e você não estará perdendo nada se não jogá-la.
O mundo de Fallout 3 tem lugares mil vezes melhores e mais interessantes para se visitar. E os outcasts nem são tão dignos de sua ajuda mesmo. Prefira deixar que eles se virem sozinhos com seus problemas.


POINT LOOKOUT- aqui, podemos ver algo de bastante personalidade sendo entregue ao jogador, diferente do que foi feito com Operation Anchorage.

Point Lookout começa de uma forma bem charmosa, apresentando ao jogador a ilha onde se passa a expansão por meio de uma panorâmica bem interessante. Durante a chegada de barco, o jogo também nos apresenta os Caipiras, inimigos ferrenhos que rivalizam com os Deathclaws (S2) em ferocidade e estupidez. Prepare a sua Alien Blaster, pois você precisará recorrer a ela várias e várias vezes.

Em se tratando de quests, essa expansão consegue ser bem interessante. A quest Walking With Spirits é bem divertida e consegue gerar momentos de psicodelia pura. Ela também garante um perk exclusivo. Também há uma quest muito legal sobre um submarino afundado (??), mas a quest que eu mais gosto dessa expansão é The Velvet Curtain. Atenção: Spoiler. Nela, você fica encarregado de completar uma missão de um agente secreto chinês que se infiltrou na ilha. Todas as instruções da missão são adquiridas por meio de terminais de computador e anotações do agente, que está morto há algumas décadas.

Na missão, impera um clima de retorno ao passado, com aquele friozinho na barriga típico de quem acabou de entrar em uma biblioteca abandonada cheia de livros misteriosos.
Thought Control e A Meeting of the Minds te dão uma oportunidade única de sacanear dois dos personagens mais irritantes da expansão. Um ponto para a Bethesda por causa disso.


THE PITT- eu estava tentando deixar essa expansão para o final. Mas, como eu escrevo por rompantes de criatividade (e vontade), quero falar sobre ela agora.

Fallout se passa em um mundo completamente devastado pela radiação, caos urbano, doenças e pelo pior de todos esses fatores juntos: a maldade e malícia humanas. Mas The Pitt consegue elevar todo esse clima de podridão e desespero a um grau quase insuportável. A quest começa com um pedido de ajuda transmitido por um tal de Werner, morador e líder “trabalhista” da localidade conhecida como The Pitt (o buraco, um nome bem apropriado, dado o “estilo de vida” de seus moradores). A maioria dos habitantes desse local vive em condições subumanas de escravidão, perdendo sua liberdade e saúde nas caldeiras das fábricas de fundição de aço.

Pra piorar esse quadro assustador, uma nova espécie de vírus assola os habitantes deixando-os, em seu estágio mais avançado, parecidos com feras ensandecidas que atacam qualquer criatura viva que veem pela frente (deixando-os também muito parecidos com os Liquers, da série Resident Evil ). 


Só falta Leon gritando: "Adaaaaaaaaaa"

Os Trogs, como são chamados, parecem ter algum nível de consciência, mesmo que não consigam evitar agir da forma que agem. Eles são bem repulsivos e irritantes, e você (assim como eu) sentirá mais raiva do que medo desses inimigos. Mas é engraçado como a miséria humana (mesmo que virtual ou fictícia) pode gerar profundos momentos de reflexão. 

Os Trogs, aparentemente, se encontram em um total estado de calamidade física e mental. Tanto é que, ao matar mais um entre centenas que seriam mortos durante a minha jornada pela expansão, o infeliz soltou a emblemática frase (em inglês, claro): “Thank you...” Não consegui continuar jogando. Fiquei com o controle na mão, parado por alguns instantes, sentido uma profunda pena da criatura e me indagando sobre quanta dor e sofrimento seriam necessários para fazer um ser humano se sentir agradecido por estar sendo morto e libertado de seu tormento. Tive três grandes momentos com The Pitt. O que acabei de relatar agora foi o primeiro deles.

Essas fábricas no Fallout são assustadoras por si só

Meu segundo grande momento no inferno industrial foi, justamente, em uma indústria. Enquanto tentava completar a (ingrata) tarefa de coletar as 100 barras de aço (da qual falarei mais à frente), adentrei em uma fábrica e comecei a explorá-la. Depois de passar por alguns corredores cheios de Trogs (e desmembrá-los com o Auto Axe), cheguei a uma sala trancada. Entrei nela e fechei a porta, como sempre faço em jogos em primeira pessoa (acho que gosto da sensação de privacidade de estar em um quartinho trancado, com meus pensamentos...). 

Lá, além de alguns itens bem inúteis, havia um terminal de computador (já falei como adoro os equipamentos antigos e ultrapassados dessa série?) com um texto sobre uma rebelião dos trabalhadores na fábrica (provavelmente essa rebelião foi bem no início dos efeitos do vírus). Enquanto me aprofundo no artigo, descubro que medidas drásticas foram tomadas para acabar com a rebelião, como acionar o sistema de segurança do complexo (aqueles Securitrons que não conseguem matar nem uma Ratmole) para “dar um jeito” nos trabalhadores revoltosos. 

O que aconteceu é que os robôs de segurança exterminaram toda equipe de trabalhadores da fábrica, e o relato estava sendo escrito por um dos últimos que ainda estavam vivos. “Posso ouvir o som metálico dos passos arrastados do droid de segurança, se aproximando mais e mais da pequena sala em que me encontro trancado escrevendo este relatório. Agora ele começa a bater na porta...” Mais ou menos isso que ele dizia.

Quando termino de ler o relato, muito fragilizado e comovido pelo terrível destino do operário, me viro e abro a porta da pequena sala. Lá está ele: um dos Securitrons que exterminou os trabalhadores da instalação estava lá parado na frente da porta, olhando diretamente para mim. Esqueci que, antes de chegar na tal sala, havia hackeado um terminal e ativado o sistema de segurança da fábrica. Mas era tarde demais...
Dependendo do contexto, até um bicho ridículo desses pode ser assustador


Onde quero chegar com esse detalhado relato? Simples: LEVEI O MAIOR SUSTO DO C@R@JO DE TODOS OS TEMPOS QUE UM SER HUMANO PODE LEVAR COM UM JOGO DE VIDEOGAME. Se você acompanha o blog e leu o post do Dead Island, sabe que eu não me assusto fácil com jogos. Zumbis; tubarões assassinos; fantasmas; demônios que possuem garotinhas; serial killers que não suportam ver adolescentes transando; nada disso se compara ao incrível poder que a sua mente tem para te sacanear e pregar a maior peça em você mesmo. 

Já tinha levado alguns sustos com esse jogo, mesmo ele tendo passado bem longe do gênero terror (alguém aí falou em virar as costas e dar de cara com um Deathclaw? Ganhou um doce...), mas esse do Securitron assassino me fez pular da cama a uma altura de dois metros...

Bem, já foram dois grandes momentos. O terceiro, e último, é a minha desculpa para falar da exploração dos cenários dessa expansão. Eu, simplesmente, me apaixonei pela ambientação gótica/cyberpunk/desolada/shadowrunesca que predomina em The Pitt. nos primeiros momentos nos cenários, naquela parte em que você tem de atravessar uma ponte minada, dá para perceber que algo de muito bom vem pela frente.


Barras de aço que valem mais do que ouro
Depois de ser desprovido de todos os seus equipamentos e alcançar o Steelyard, você terá acesso à missão de coletar 100 Steel Ingots (que, ao menos no PS3, rende um belo troféu para sua coleção). Pra tentar resumir o que não pode ser resumido, só posso dizer que passei uma semana inteira procurando as malditas barras de aço. Não uso estratégias ou detonados para jogar jogos de RPG ou focados em exploração. Acho que tira a graça. O mistério de não saber o que fazer faz parte do desafio e da diversão. Então, diante de hercúlea tarefa, tive que explorar cada cantinho do Steelyard e passar um pente fino em cada centímetro quadrado do cenário. 

Todas aquelas torres de aço; construções faraônicas em ferro; canos de tubulação; cada lugarzinho desses foi alcançado por mim e minha obsessiva vontade inabalável de completar a missão e ouvir aquele “plim” tão agradável e característico de troféu conquistado. A cada local inacessível, a emblemática e famosa (e deliciosa) frase “como diabos eu chego ali?” retumbava em minha cabeça.


"Como diabos eu chego ali, naquela chaminé"?

Me surpreendi comigo mesmo, e com minha capacidade quase beta tester em alcançar alturas e espaços que eu mesmo julgava serem impossíveis de se alcançar.
Enfim, consegui achar 99 dos 100 Steel Ingots disponíveis no cenário. Tive que me render ao cansaço e dar o braço a torcer de que demoraria dias para descobrir qual barra estava faltando. 

Recorri a um vídeo do Youtube, apenas para descobrir que a barra que faltava estava em um lugar pelo qual eu já havia passado (aquela parte, logo no início, com vários barris de lixo tóxico espalhados pelo chão).
Então, com essa missão impossível cumprida, achar uma cura para o vírus misterioso e resolver os problemas “trabalhistas” dos habitantes de The Pitt havia se tornado “café pequeno...”

BROKEN STEEL- essa expansão dá continuidade à campanha principal do jogo. Ela está presente na versão jogo do ano, e permite alcançar o nível 30 de evolução e, de quebra, nos presenteia com alguns perks novos relativos aos 10 níveis adicionais. Um deles é o Explorer, que abre todas as localidades no mapa do Pipboy 3000, essencial para quem gosta de desbravar cada cantinho do território radioativo.

Com relação à campanha em si, temos a possibilidade de continuar a guerra contra o Enclave. Algo que eu gosto muito nessa expansão é que ela dá continuidade aos eventos relativos ao sonho do pai do (a) protagonista, de distribuir água pura e potável para todos os habitantes do Wasteland, quebrando aquele velho clichê de sonho inalcançável.
Depois de realizado o sonho, é hora de lidar com as atitudes menos altruístas de seres humanos gananciosos que enxergam oportunidades de autoenrriquecimento às custas da miséria alheia.

Aqui, encerro meu pequeno review sobre as expansões de Fallout 3.



FALLOUT 3: INIMIGOS


"Mata eu não, moço. Sô parte fundamental..."

Os antagonistas do Fallout 3 são parte fundamental da experiência que você terá durante sua jornada nas terras radioativas. Agora, uma pequena descrição dos inimigos mais relevantes do jogo (incluindo os das expansões).

GHOUL- zumbi basicão; muito encontrado nas estações de metrô. Os mais perigosos são os Glowing One (radioativos e mais fortes que os ghoul normais) e o Ghoul Reaver, um dos três inimigos mais fortes e viscerais do jogo (adoro a forma como o corpo dele continua com aquele “fogo” radioativo mesmo depois de morto). Algo muito irritante a respeito dos Ghouls é que, geralmente, eles só darão itens bem inúteis, como tampinha de garrafa e grampo de cabelo. Você se estrupia todo para matar um Reaver (que é forte pra diabo quando bate e cospe bolas de catarro radioativo a dez metros de distância) pra ganhar um grampo de cabelo. Fala sério...

SUPER MUTANT- foram bastante avacalhados e idiotizados no terceiro game da série. Eles garantem uma boa experiência, mas devem ser evitados quando em bando, principalmente se tiver um do tipo Master (mais resistente que uma parede de concreto) ou Overlord (mais forte que o super-homem, geralmente portando um Tri-Beam Laser Rifle ou Gatling Laser) entre eles. São os inimigos bucha-de-canhão de nível dois no jogo. Se ainda não disse isso, farei agora: É REVOLTANTE MATAR UM SUPER MUTANT BEHEMOTH E GANHAR ALGO EM TORNO DE 60 DE EXPERIÊNCIA. Tenho dito.
NOTA: repare na arma usada pelo Super Mutant Behemoth;


CAIPIRAS- seu nome oficial é Swamp Folk, ou povo do pântano, mas todo mundo (aqui em casa) chama eles de Caipiras mesmo (ou primos do Slot). Os mais perigosos são os Brawlers, que são quase tão fortes quanto um Deathclaw (e olha que eles só carregam armas tipo melee) e te obrigarão a utilizar a sua melhor arma pra não ouvir aquela musiquinha legal de game over;



TROGS- são os Liquers de Resident Evil 2. Já falei muito a respeito das características psicológicas dos Trogs na parte das expansões;








CENTAURS- são criaturas bizarras que andam de quatro e parecem ser constituídos por pelo menos uns três corpos de ser humano ao mesmo tempo. São patéticos e nunca dão nada de recompensa, além da (pouca) experiência. Andam em companhia dos Super Mutants;







MOLE RATS- não tem como não simpatizar com essas safadas aqui. São gordinhas e dentuças (como a Mônica), e pulam em cima de você pra dar dentadas. Adoro a carinha engraçada que elas fazem quando são “paralisadas” pelo VATS;








YAO GUAI- um dos meus preferidos. É o jeitinho da Bethesda de colocar lobisomens em um RPG pós-apocaliptico que nada tem a ver com elementos de fantasia. Para os criadores do jogo, eles são mutações de espécies nativas de urso americano. Para mim, são lobisomens e ponto final;







DOG- são cachorros, uma das últimas espécies a serem afetadas pela radiação. E é só isso. Cachorros...Correm atrás de carteiros; pulam e te mordem;









BIRDS- fiquei pasmo, enquanto pesquisava na Fallout Wiki para comentar sobre os inimigos do jogo. De acordo com o texto, os pássaros sobreviveram ao holocausto e voam, inafetados, pelos céus de Wasteland. Eu, realmente, nunca parei pra pensar a esse respeito. Eles não são inimigos propriamente ditos, uma vez que não te atacam, mas constituem um elemento interessante do bestiário de Fallout 3;




GIANT ANTS- elas são gigantes. E o melhor de tudo: soltam jatos de fogo em você. Lembra do que eu disse, sobre um bom jogo de ficção científica ter formigas gigantes? Pois bem, aqui estão elas. Se você tiver a audácia de jogar no nível Hard (assim como eu, para ganhar mais XP) e ir direto para Grayditch logo no início do jogo, saberá o terror que eu testemunhei ao enfrentar essas criaturas;





MIRELURK- são óbvias mutações de caranguejos. Eu nem sabia que na fauna estadunidense havia caranguejos. Mas no Fallout 3, eles estão lá. É um dos poucos inimigos que exigem um certo nível estratégico para serem derrotados, uma vez que possuem uma couraça que os torna resistentes a quase todos os tipos de danos. Bater em um deles com um bastão de beisebol é suicídio puro, não importa quão evoluídas estejam as suas habilidades de melee combat. Para matá-los com maior facilidade, é necessário mirar em seus belos rostinhos (desculpem a piada étnico-racial, mas eles me lembram chineses usando aqueles chapéus de Raiden, do Mortal Kombat) para causar um dano considerável. O problema é que eles só dão a cara a tapa quando já estão em cima de você, dando cabeçadas.
Uma de minhas paixões particulares do Fallout 3 reside no Nukalurk, uma espécie de Mirelurk que brilha em azul-neon igual à Nukacola Quantum. 
O Mirelurk King, por sua vez, é um dos espécimes mais fascinantes da fauna grotesca do game. Ele usa um ataque do tipo Sonic Boom contra o jogador, e pode ser bem perigoso à curta distância. Além de tudo, é feio pra caramba;


BLOATFLY- são umas moscas pentelhas que ficam lançando espinhos de longe. São insignificantes e não merecem o mínimo de atenção;











RADROACH- baratas mutantes. Engraçado, pois as baratas deveriam ser as criaturas menos afetadas pela radiação. Aqui, elas só aumentaram um pouco de tamanho e servem apenas para te irritar, uma vez que acertá-las fora do VATS é uma tarefa bem difícil, e você terá que se utilizar desse recurso para se livrar de umas criaturas insignificantes que te darão, no máximo, 5XP;






RADSCORPION- são muito persistentes. Com o avançar de níveis, começarão a aparecer exemplares mais sofisticados deles, como o Giant e o pior de todos eles, o Albino, um verdadeiro pé-no-saco quando você está tentando viajar a um lugar a pé. É muito divertido presenciar uma luta entre um Albino Radscorpion e um Deathclaw, e ficar apostando quem sairá vitorioso. Pena que o escolhido virá pra cima de você como um touro ensandecido...



ETS CABEÇUDOS- são fracotes e dignos de pena. Mesmo quando estão armados, dificilmente conseguirão causar muito estrago. Se eles viessem munidos de Alien Blasters, não teríamos a mínima chance mas, apesar de lógico, esse foi um recurso que não foi utilizado. Eles também são bem burrinhos, já que permitem que uma menina chata de sete anos passeie livremente pela sua nave-mãe e ajude os prisioneiros humanos a escaparem facilmente;




ABOMINATIONS- são bizarros híbridos de ETs cabeçudos com seres humanos (provavelmente cabeçudos –e barrigudos- também). Não são muito fortes, o que acaba tirando um pouco do impacto que eles deveriam causar no jogador. É muito assustadora e bizarra a forma como eles apontam para você com seus enormes indicadores quando te avistam, e soltam um grito perturbador antes de disparar em uma corrida desgovernada ao seu encontro. Se você tem medo de ETs, discos voadores e afins, evite a Mothership Zeta.

P.S: muito tempo depois vim descobrir que o gesto que esses inimigos fazem é uma referência ao filme de 1978, Invasores de corpos. 




ROBÔS- em um jogo como esses, não poderia faltar robôs. Desde os Protectrons (patéticos robôs de segurança que atacam qualquer funcionário que não esteja usando seu crachá devidamente); os Eyebots (uns fuxiqueiros filhos da mãe que coletam informações para o Enclave); os Robobrains (Êta trocadalho do carilho. Atacam sem um motivo muito específico. 

Também é difícil saber se trabalham para alguém em específico); o Mister Gutsy (um tipo de robô polvo que dispara tiros de plasma e labaredas) e sua variação doméstica, o Mister Handy (que faz, literalmente, barba, cabelo e bigode. Atenção especial às ótimas piadas contadas por esses aqui); até os letais Sentry Bots (para aqueles que acham que os robôs do Fallout 3 não conseguem matar nem uma mísera Ratmole, os Sentry Bots aparecem com um lança-mísseis no braço esquerdo e uma metralhadora laser no braço direito para mostrar o contrário). Um robô bem especial é o Liberty Prime, ativado pela Brothehood of Steel para ajudar na luta contra o Enclave. Zumbis; vampiros; lobisomens; ETs; robôs gigantes... existe algum game que reúna mais elementos legais de uma só vez? Acho difícil...


HUMANOS- são o pior tipo de ameaça que pode ser encontrada nas ruas ou cidades do jogo. Se você joga com um personagem bom, encontrará os Raiders (FDPs desocupados que roubam até da própria mãe para obter lucro pessoal). Se joga com personagem mal, dará de cara com os malucos da Talon alguma-coisa-company (uns FDPs desocupados que provavelmente foram roubados pela própria mãe na infância).

Em ambos os casos, você se verá enfrentando inimigos extremamente pentelhos que acertam TIROS DE ASSAULT RIFLE A 100 METROS DE DISTÂNCIA. Eles nunca desistem e, quando usam armas de Melee, ficam tentando entrar em seu personagem como se quisessem fazer amor gostoso com você, dificultando a tarefa de mirar com precisão. Ah, quase ia me esquecendo de dizer que eles usam uns penteados ridículos e extravagantes que aumentam a sua vontade de metralhar as suas cabeças com o melhor armamento disponível;


DEATHCLAW- por último, e não menos importante. As garras da morte vão te encontrar no Fallout 3, mais cedo ou mais tarde. Esse inimigo, em especial, foi o campeão supremo de sustos que eu levei jogando esse jogo. Mesmo já estando familiarizado com eles, eu (e um amigo meu) quase morri de susto ao ser surpreendido por um deles enquanto explorava os tenebrosos esgotos de Old Lane. E qual o motivo de tanto rebuliço? Simples: os Deathclaws são rápidos; eles não andam, dão pulos de dez metros em sua direção (de fato: quase todas as vezes que você mirar em um Deathclaw com o VATS, ele estará no ar caindo em cima de você com as garras abertas); são muito fortes (nem pense em enfrentar um deles antes de ter alcançado, no mínimo, nível 25 de defesa na armadura) e resistentes. E o jogo nem se preocupa em apresentar uma origem para a espécie: eles estão lá para acabar com a sua raça e ponto final. 

Uma boa estratégia que eu uso é atirar nas suas pernas com a Dart Gun e, depois que eles estão aleijados e correndo menos rápido, metralhá-los com tudo de mais forte que estiver em meu arsenal. Ou então, preparo uma armadilha de landmines, no caso de vir apenas um por vez. Caso contrário, só Alien Blaster na causa mesmo. Os caras que fizeram o Fallout New Vegas mereciam um prêmio de honra ao mérito pelo tratamento dado a essas criaturas naquele jogo. Mas esse é assunto para outro post. Aqui encerro a lista de antagonistas do game.


CONSIDERAÇÕES FINAIS ACERCA DA EPOPEIA CHAMADA FALLOUT 3



Fallout 3 é um jogo difícil de ser julgado com imparcialidade. Eu costumo dizer que existem alguns tipos de jogadores de Fallout 3:

1-FÃ DA SÉRIE CLÁSSICA- são uns poucos afortunados que tiveram a oportunidade de jogar os dois primeiros jogos da série antes de ingressar no mais atual capítulo. Experimentaram o terceiro jogo e, muito provavelmente, torceram o nariz pelo fato do jogo ser menos estratégico e menos RPG que os jogos originais. Não aceitam os elementos de ação que foram incorporados, e não conseguem (ou não querem entender) que a Bethesda conseguiu resgatar do limbo uma franquia lado C que dificilmente veria a luz da atual geração se não fosse por alguns sacrifícios de mecânica de jogo. 

Nunca vão se conformar com o fato de não precisarem mais de pontos de ação para meter sebo nas canelas daquele Radscorpion FDP que insiste em te perseguir. Para alguns deles, Fallout 3 nem pode ser considerado um RPG, muito menos um capítulo genuíno da franquia;



2-FÃ DA SÉRIE CLÁSSICA UM POUCO MENOS RANCOROSO- detestam as poucas opções de escolhas morais presentes no jogo. São aqueles que deixam de jogar um jogo por causa de um balde na cabeça de um NPC. Deixam entre aspas pois, secretamente, aceitam que a franquia não poderia retornar como era antes e que ela não poderia estar em melhores mãos, atualmente. No final das contas, acabam admitindo que o jogo é excelente e merece ser jogado, apesar de todos os queixumes ainda falarem bem alto;



3-FÃ NOVO DA SÉRIE- é o meu caso. Sempre acompanhei RPGs mas, infelizmente, não pude jogar Fallout em seu lançamento. Conheci a série no três mesmo, como admito no início do texto. É o fã que fica meio perdido (e curioso) diante de tantas discussões sobre como os elementos de estratégia e RPGs eram infinitamente melhores nos jogos de 14 anos atrás. 

Mesmo adorando e colocando Fallout 3 como um dos melhores games já feitos, fica extremamente interessado nos jogos mais antigos, pretendendo jogá-los assim que tiver uma chance. Não dura nem três segundos nos fóruns sobre RPGs antigos, sendo massacrado pelos fãs raivosos e criadores de Fallout Wikis espalhados mundo afora.



Além de ter que se enquadrar em um desses três (ou mais) perfis de apreciadores do Fallout 3, para analisar esse jogo com frieza, seria necessário ter duas vidas para poder acompanhar todo o conteúdo que esta obra do entretenimento eletrônico moderno tem a oferecer. Partindo desse pressuposto, tenho a convicção de afirmar que 99% dos supostos analisadores que se atreveram a resenhar o jogo na época de seu lançamento não tinha a mínima ideia de onde estavam se metendo. Geralmente aclamavam Fallout 3 como um game excelente, tendo jogado apenas 10 ou menos horas de jogo, e não tendo presenciado nem 1% dos bugs, defeitos, problemas e incongruências que as mentes criativas por trás do game foram capazes de lançar contra a humanidade.

Fantástico, da introdução ao final

Fallout 3 não é apenas um jogo. É um fato. Um acontecimento. Às vezes pode ser irritante; melancólico; engraçado; bizarro; violento; surpreendente; cansativo; belo; e tantos outros adjetivos mais que me fogem da memória no momento. Mas, acima de tudo, esse jogo é um dos poucos que entra para a minha lista de maiores jogos de todos os tempos. 

Um daqueles jogos que, mesmo anos depois de seu lançamento e sua obsolênscia, ainda consegue te fazer soprar a poeira do console/PC e reviver um pouco das gratificantes experiências passadas com o jogo. Assim como no review do Street Fighter 4, se eu fosse atribuir uma nota ao Fallout 3, seria uma tarefa difícil. Há quem diga que esse jogo mereceria uma nota muito próxima do 10, SE não tivesse tantos bugs e problemas técnicos que acabam comprometendo a diversão e fluência do jogo.

No início da jornada, tudo funciona às mil maravilhas: nada de quedas de framerate; nada de travadas misteriosas; nenhuma lentidão ao abrir a tela do Pipboy; nada de engasgadas enquanto caminha pelas ruas desertas de Capital Wasteland. Mas depois, à medida que o conteúdo vai sendo desbravado... Deve ser por esses e outros motivos que o game é tão bem visto por jornalistas de games mais inexperientes, aqueles mesmos que só jogam 10 horas do jogo e já se acham gabaritados a proferir um veredito sobre o game. 

Deve ser pela mesma razão que pérolas como as do UOL Jogos são atiradas nos ouvidos dos jogadores, quando afirma que Fallout 3 possui “pequenas falhas que não chegam a atrapalhar a jogatina”. Poucos jogos despertaram em mim o real desejo de partir o meu console de videogame ao meio, num ato de fúria contra toda a raiva que o mesmo tinham me proporcionado. Fallout 3 é um deles.



Mas é como eu já disse: Fallout 3 entra para a lista de jogos épicos, que ficarão na memória dos jogadores por anos e anos. Um jogo que deve ser jogados por amantes de RPG; amantes de FPSs com elementos de RPG; ou simplesmente por jogadores que prezam por games com uma ótima história e ambientação.

Durante o texto, não me prolonguei muito a respeito da história do jogo. Alguns acham o enredo da missão principal do jogo meio fraca e superficial. Eu, particularmente, acho que a quest principal é interessante o suficiente para manter o jogador amarrado aos motivos que levaram os pais do protagonista a seguirem adiante com seus projetos de vida.

Por ser um jogo do estilo Sandbox, Fallout 3 poderia ser desleixado nessa parte, uma vez que existem histórias secundárias muito mais divertidas e interessantes que a principal. Mas seu enredo consegue ser bastante profundo, com um interessante paralelo bíblico entre a atual situação em que se encontra o mundo do game e os ideais dos personagens principais.


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Para finalizar, é meio difícil saber quando parar de falar sobre os aspectos de um jogo de proporções tal qual Fallout 3. De certa forma, os esforços da Bethesda em retirar a franquia de seu status de lado B não parecem ter surtido muito efeito, tendo em vista que a série continua sendo jogada por muitos e (verdadeiramente) apreciada e compreendida por poucos.

Não consigo apagar meus três saves do jogo, até mesmo porque ainda não desisti dos meus dois principais objetivos com Fallout 3: completar a lista de Troféus e explorar todas as localidades listadas no mapa. A mim mesmo, desejo boa sorte com as duas tarefas. A quem ainda não experimentou o jogo, só posso dizer uma coisa:


“WAR... WAR NEVER CHANGES...”



Au Revoir!

46 comentários:

  1. ADORO seus reviews supremos, Shadow. Principalmente quando você fala das coisas que odeia nos jogos. rsrs

    Torço pra que um dia você faça um review supremo de BioShock. =D

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    1. Tá aí, Rebeca. Bioshock estava na minha lista de reviews, mas não tinha pensado em colocá-lo na lista dos supremos. mas a sugestão é boa. provavelmente será o próximo review supremo, mesmo que demore uns seis meses rsrsrsrsrs.

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  2. Cara estou lendo aos poucos, com muita calma pois é longo mesmo, mas antes de entrar no assunto Fallout que é um dos meus jogos preferidos irei comentar o início do Post, sabe que gosto de comentar hehe. Adiquiri meu game na mesma época que você e meu primeiro game foi o Modern Warfare 2, depois Batman e logo o Fallout 3, da qual foi o primeiro que procurei mas é um jogo que por incrível que pareça agrada a poucos e sendo assim era difícil de achar. Enfim, sempre me impressionei com a qualidade do PS3, da nova geração em si, pois é uma qualidade absurda perto dos PS2 e os primeiros jogos, como citou, Heavenly Sword e RES 5 foram mudanças esmagadoras da geração anterior. Agora meu amigo, irei desferir um golpe em ti, como não gostou de DEMON SOUL!!!! Cara achei que só eu não havia gostado hahahahaha, quando peguei para jogar eu realmente fiquei de boca aberta, humildemente falando eu sou bom em jogos, difícilmente "apanho" em jogos que não seja futebol claro :-/, mas no Demon eu apanhei, apanhei, apanhei e apanhei, no fim das contas estavam sem saco do jogo (época de provas da faculdade na época) e fim, troquei pelo famoso Dantes inferno, jogão posso dizer mesmo dizendo ai que é cópia de GoW (outro jogo fantástico). Agora vou ler sobre o Fallout 3, e logo adianto, nada como usar a lincoln's repeater. Ja falamos do seu Review supremo......bota supremo nisso, até as formigas cospe fogo estão no texto.

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    1. Rodrigo, não entendi. você gostou ou não do Demons Souls? eu não gostei, pelos motivos que já citei. tem uma coisa naquele jogo que me incomoda demais. é quando você leva um golpe de um inimigo. o life começa a diminuir bem devagar e você meio que fica sem saber se deve recuperar vida ou não. aí leva outro golpe besta e morre.
      sobre o Vew Vegas, terminei ele anteontem com 110 horas de jogo. atirar fora do VATS nesse jogo é magnífico, e aquele efeito de câmera lenta ficou muito legal. também adoro a lincoln repeater, mas sou fã mesmo é da cowboy repeater, do new. depois, quando comprar a ultimate, vou fazer um review supremo do new vegas. já viu que vai demorar um bocado, né?

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    2. Demons Souls, não gostei da engine, a idéia do jogo é boa, mas de resto não me agradou. New Vegas vou esperar um promo legal e logo pegarei! Cara um review seu do New vai ser uns 2 meses para escrever hein.

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    3. Lendo aos poucos. Realmente o combate do Fallout é muito ruin e posso dizer que eu não via os pontos que citou de vast e outros com tanta criticidade, pois acho que como peguei na época que lançou os gráficos e todos elementos eram inovação. Sobre o VAST era praticamente o necessário para jogar, pois as balas eram poucas no jogo, dinheiro difícil do começo ao meio do jogo (amigo meu parou de jogar porque era sempre um miserável hehehe), e o sistema VAST que deveria ser usaro para desarmar da qual eu gostava pois ajudava muito desarmar o problema éra a % disso ocorrer, e deveria ser usado como danos específicos para estratégia, mas como disse virou praticamente o essencial para jogar, parece até que não queriam fugir dos famosos turnos. Cara sobre terceira pessoa, realmente viu, Bethesda não sabe fazer jogo em terceira pessoa, vamos seguir a linha do tempo, Oblivion péssimo em terceira pessoa, logo fizeram o Fallout encima da mesma engine de Oblivion da qual foi muito criticado e na minha opnião a engine é ruim, Fallout se tive-se uma engine original seria muito melhor, mas para corte de gastos decidiram usar a mesma, enfim, terceira pessoa de Fallout péssima e o mais novo Skyrim que incrivelmente é a mesma engine com textura inovada, mas de resto tudo a mesma coisa hehehe, hilário isso, e sabe o mais incrível? Os três foram GOTY O.o. Porém nisso tudo posso dizer, mesmo sendo cara de pau de usar mesma engine e economizar uma grana violenta eles sabem montar uma história! Pois tanto os Elders quanto o Fallout tem uma história envolvente e muita bem criada, destes principalmente o Fallout.

      E continuarei lendo.

      Ps: Shadow, nos post's tem um problema com os horários dos comentários e postagens, pois dia, mês e ano estão certos mas o horário está totalmente fora. Valeu.

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  3. Parabéns pelo review supremo. É uma pena que você esteja jogando no PS3. Eu joguei no PC e muitas deficiências do jogo já foram supridas por mods bastante competentes. Sabe o sprint do Skyrim? É um mod do Fallout 3 e New Vegas. Até a mudança do FOV e o efeito de blur foram copiados. O modo hardcore do New Vegas foi inspirado no mod Wanderers Edition do F3.

    E como você falou, o jogo não possui gráficos revolucionários. Mas temos que ter um mínimo de bom senso para entender que o jogo possui um mundo aberto gigantesco e cheio de detalhes de sand-box. Qualquer jogo mais aberto vai perder em gráficos. A questão é: mesmo não sendo o jogo mais bonito e detalhado, os cenários são muito bem construídos e causam uma imersão absurda. Os gráficos cumpriram seu papel.

    PS: Ganhou 1 ponto por ter gostado de Soul Calibur 3. Não entendo como as pessoas torcem o nariz para este game magnífico.

    PS2: Perdeu o ponto acima por gostar de vampiros, hehehe. E isso não é birra pós-Crepúsculo, não.

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  4. "PS2: Perdeu o ponto acima por gostar de vampiros..."
    kkkkkkkkk.
    Fernando, nem me fala do sprint. depois de ter jogado o Skyrim, toda vez que eu jogo algum jogo da Bethesda, me flagro apertando o botão L2 pra ver se o personagem corre.
    quanto aos gráficos, é como você disse: é fácil um jogo como god of war 3 ter aquele visual quando dura 5 horas no máximo. Fallout 3 não é nem um pouco feio. ele é bem bonito e competente. repare no detalhe das texturas da Radroches, por exemplo. as armas tb são muito bonitas. o céu é lindo, e a água é bem competente. eu me decepcionei no começo pela alta expectativa que tinha criado. e tb, como não conhecia a série, não fazia ideia do universo em que tinha acabado de entrar. o resto é história.

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  5. nota: Soul Calibur 3 é um jogo incrivelmente bem acabado. aquele jogo tinha um visual inacreditável, e é bonito ainda hoje. o tutorial dele era tão competente e bem feito, que é como um carinha da EGM Brasil disse: o tutorial desse jogo consegue ensinar até uma pedra a jogar sc3. deveria virar padrão na indústria. pena que ele era bem desequilibrado, com personagens invencíveis que não paravam de bater. e aquela jogabilidade em 3d nunca funcionou muito bem, pra mim. também acho que ele deveria ter combos. o sistema de golpes eu gostava muito. um grande jogo, sem dúvida.

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  6. nota 2: você já leu entrevista com o vampiro ou o vampiro lestat, de Anne Rice? mesmo que não goste de vampiros, os livros são muito bons.

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    1. Admito que zumbis, vampiros e dragões não me fascinam. Estou aos poucos tendo contato com algumas obras antigas da literatura e cinema e quem sabe um dia dou uma chance para isso.

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    2. Fernando, desde criança eu gosto de filmes de terror com esses elementos toscos. zumbis, múmias, vampiros, robôs, ETs, mutantes... eu adoro quando essas coisas aparecem sob uma roupagem moderna, como nas séries fallout, shadowrun, metal gear...

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  7. RDSRodrigo, seu comentário foi engolido. Aqui vai ele e a resposta:

    "Demons Souls, não gostei da engine, a idéia do jogo é boa, mas de resto não me agradou. New Vegas vou esperar um promo legal e logo pegarei! Cara um review seu do New vai ser uns 2 meses para escrever hein."

    Shadow: quem bom. pensei que você faz parte da maioria zumbificada de jogadores que não veem a porcaria que é Demons souls. realmente, vai demorar um bocado pra escrever o review do New Vegas. primeiro, preciso comprar e explorar todas as expansões, visto que já terminei ele e uma grande parte das missões.

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    1. Acredito que a maioria diz que o jogo é bom só porque é desafiador e tem na cabeça a idéia que por não jogar um jogo ultradifícil é ser noob. Claro, eu não gosto do jogo por N motivos, mas a dificuldade é desnecessária, deveria eu ter opção de muda-la como qualquer jogo.

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  8. RDSRodrigo, aqui vai o seu segundo comentário que foi engolido:

    "Lendo aos poucos. Realmente o combate do Fallout é muito ruin e posso dizer que eu não via os pontos que citou de vast e outros com tanta criticidade, pois acho que como peguei na época que lançou os gráficos e todos elementos eram inovação. Sobre o VAST era praticamente o necessário para jogar, pois as balas eram poucas no jogo, dinheiro difícil do começo ao meio do jogo (amigo meu parou de jogar porque era sempre um miserável hehehe), e o sistema VAST que deveria ser usaro para desarmar da qual eu gostava pois ajudava muito desarmar o problema éra a % disso ocorrer, e deveria ser usado como danos específicos para estratégia, mas como disse virou praticamente o essencial para jogar, parece até que não queriam fugir dos famosos turnos. Cara sobre terceira pessoa, realmente viu, Bethesda não sabe fazer jogo em terceira pessoa, vamos seguir a linha do tempo, Oblivion péssimo em terceira pessoa, logo fizeram o Fallout encima da mesma engine de Oblivion da qual foi muito criticado e na minha opnião a engine é ruim, Fallout se tive-se uma engine original seria muito melhor, mas para corte de gastos decidiram usar a mesma, enfim, terceira pessoa de Fallout péssima e o mais novo Skyrim que incrivelmente é a mesma engine com textura inovada, mas de resto tudo a mesma coisa hehehe, hilário isso, e sabe o mais incrível? Os três foram GOTY O.o. Porém nisso tudo posso dizer, mesmo sendo cara de pau de usar mesma engine e economizar uma grana violenta eles sabem montar uma história! Pois tanto os Elders quanto o Fallout tem uma história envolvente e muita bem criada, destes principalmente o Fallout.

    E continuarei lendo.

    Ps: Shadow, nos post's tem um problema com os horários dos comentários e postagens, pois dia, mês e ano estão certos mas o horário está totalmente fora. Valeu."

    Shadow: realmente, as animções em terceira pessoal são horríveis. mas no Skyrim eu gostei bastante. fico muito tentado em jogar em terceira pessoa por causa dos ítens, que são muito bonitos (mas nem tão bonitos quanto eram os do Oblivion, na época). por sinal, você já tem a Ebony Mail? Cara, essa armadura é demais. foi feita para ladrões que gostam de jogar nas sombras. até mudei meu estilo de jogo depois de adquiri-la.
    as histórias dos games da Bethesda são muito boas mesmo. eu fico impressionado como eles conseguem nunca se repetir e ainda sempre apresentar algo de novo...

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    1. Cara ja vi a Ebony é linda, mas eu fico de boca a aberta com a Daedra. Todas armaduras foram muito bem caprichadas, acho que a feia, melhor, menos bonita foi as Dwarven.

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    2. A Daedra eu ainda não vi. o Skyrim tá meio escanteado no momento. A Ebony eu achei ótima por causa daquele efeito de trevas que envolve o personagem quando entra em modo stealth. parece aquelas coisas de Kingdom Hearts (outro jogo que eu amo de paixão). no mais, acho que podiam ter caprichado um pouco mais no visual dos ítens no Skyrim. no Oblivion (proporcionalmente, claro) os ítens eram bem mais bonitos.

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  9. Nota: eu tentei, por duas vezes, corrigir o problema do fuso horário, mas o blog insiste em exibir o horário errado. mudei para o fuso da minha região, mas não tem dado certo. espero que isso não cause nenhum empecilho para os leitores, pois não sei o que fazer para resolver.

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  10. Bom terminei de ler todo o review.
    Olha Fallout como disse é um épico, tem falhas como muitos jogos e até algumas tão graves e sem o mínimo de polimento e mesmo assim virou um GOTY, para mim um dos melhores jogos. Bethesda me impreciona nisso, ela falha na engine que acho muito ruim e vários elementos e mesmo assim o jogo é muito envolvente, desbravar aquele mundo com uma roupa azul escrito VALT 101 com uma ombreira e pequena proteção usando um capacete de segurança e taco de baseball é algo diferenciado. Me lembro de montar armas, eu adorava montar armas novas, qual outro jogo tem opção de usar uma panela de pressão, uma muleta e outros para poder se defender no mundo? Invadir escolas, prédios, explodir cidades por dinheiro (MEGABOOOOOM), escolher entre o "bem e o mal", assassinar, tudo no jogo é caótico, destruído, muitas vezes andando no mapa vinha aquela situação em que me sentia isolado, solitário no meio do nada, encontrava vendedores ambulantes tentando ganhar a vida, casinhas no meio do nada com pessoas vendendo "as cuecas" para sobreviver. A atmosfera Fallout ficou muito bem feita. Espero pelo novo Fallout 4!

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    1. Rodrigo, você resumiu todo o sentimento que eu tenho sobre esse jogo. como você disse, muitas falhas, mas ainda assim um jogo épico. se o Fallout 3 não tivesse bugs, seria um dos melhores jogos já criados. mas, felizmente, não podemos julgar apenas pelo gosto pessoal que temos por um jogo.

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  11. Shadow,nao to conseguindo publicar meus comentarios

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    1. Breno, até agora, o único comentário seu que chegou em minha caixa de email foi esse reclamando desse erro. vou dar uma olhada nas configurações pra ver se não tem nada de diferente. tenta depois e me avisa se deu certo.

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  12. Achievement unlocked: ler até o fim um Review Supremo do Mais um Blog de Games!

    Brincadeiras à parte, ficou excelente a sua resenha! E, já que me colocou na roda, sim, existem outras coisas que me irritaram em Fallout 3, mas acabei não voltando atrás na minha postagem. Sobre o limite de 95%, acredito que seja para adicionar o elemento azar ao jogo e manter o suspense: 100% de acerto seria meio chato. De resto, concordo contigo.

    Lembro claramente desse mesmo susto que você levou no The Pitt! Impressionante como o contexto pode fazer você pular da cadeira com um robô que em todo o resto do jogo beira o ridículo. Clima é tudo.

    No aguardo do próximo Review Supremo!

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  13. "Impressionante como o contexto pode fazer você pular da cadeira com um robô que em todo o resto do jogo beira o ridículo. Clima é tudo."

    Aquino, você captou exatamente o que eu queria dizer com esse trecho do texto. quem dera mais games tivessem essa capacidade de imersão que os games da Bethesda vêm apresentando. é por essas e outras que, mesmo com todos os (graves) defeitos, Fallout 3 é um dos meus jogos favoritos de todos os tempos.
    Aquino, só por curiosidade, você jogou o Bioshock?

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    1. Engraçado você perguntar do Bioshock, porque eu "legalizei" minha cópia do jogo hoje pelo Steam. Já tinha uma versão pirata há um bom tempo, mas me sentia meio culpado de jogar... agora terei orgulho. Mas, por enquanto, sem previsão.

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    2. Com certeza você vai gostar. tô preparando um review supremo dele. mas só vai ficar pronto daqui a alguns meses (rsrsrs), então, vai ser bem divertindo ler as suas experiências com esse jogo e compará-las com as minhas Você poderia, por gentileza, começar a jogar Bioshock o mais rápido possível? (rsrsrsrsrsrs)

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  14. Parabéns pela análise, gostei muito! Vamos torcer para que a Bethesda anuncie o Faalout 4 na E3 deste,e claro, que seja lançado para os consoles desta geração!

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  15. Diego, Fallout 4 é quase uma certeza. depois do sucesso que foi o New Vegas, seria muita estupidez deixar essa série de lado. acho que a Bethesda deve estar trabalhando nesse game nesse exato momento. mito ansioso por esse game também, mas espero que ele supere as expectativas, coisa que o Skyrim não conseguiu. será que criei expectativas altas demais???

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  16. Cara, achei muito boa tua análise, me identifico pois também sou prolixo, não sei falar pouco sobre coisa alguma haha.
    É interessante ver a diferença na análise, pois jogo só no PC, e pra mim não é tão difícil mirar, às vezes até "esquecendo" do VATS, lembrando só quando já detonei o coitado Raider. Uso mais o VATS quando tenho que acertar uma daquelas "torres"-metralhadoras FDPs (ou depois de comprar o perk do "anjo" da magnum, que te ajuda em algumas vezes no VATS). Ainda sobre a jogabilidade, jogar em 3ª pessoa pra mim é algo muito natural. Talvez no PC se torne mais fácil, pelo advento do mouse e etc., mas acho infinitamente melhor, até para não ser surpreendido pelas costas. Só acho difícil quando estou usando armas de corpo-a-corpo (adoro a luva da Irmandade de Aço). E a 3ª pessoa melhora alguns bugs na questão de pulo, pode testar. Sou muito impaciente, ao invés de caminhar pelas escadas pra chegar na casa da Moira, prefiro ir pulando pelos telhados. Então experimente pular em primeira pessoa, ver seu personagem travar, e depois pule em 3ª pessoa e veja como ele "magicamente" se liberta de qualquer entrave.
    Sobre a utilização do VATS, bom, eu joguei o FallOut 2 lá pelas idas de 2003, comprei uma revista que vinha com ele junto. Como eu era muito novo, não entendia muito de inglês, a história da introdução era contada por vídeo, não por texto, então ficou meio complexo de entender, entendia mais as conversas escritas (aprendi inglês nas tentativas de negociar no FallOut 2 hahaha). Assim sendo, não sou um saudosista amante do jogo antigo, mas tive uma experiência pré-FallOut 3, então entendi o VATS mode como um sistema feito pela Bethesda pra tentar não traumatizar os antigos jogadores da Valve. Tipo "agora o jogo é em primeira ou em terceira pessoa, ação em tempo real sem turnos...maaas, se tu estiver com medo desse sistema, tente usar o VATS!". Acho o sistema muito interessante quando tu compra aquele perk que deixa o jogo mais sangrento, pois se torna mais fácil destroçar pernas e braços, e é muito bom também pra acertar granadas, sem contar nas animações engraçadas em câmera lenta quando tu acerta um critical hit.
    Sobre a imbecilidade dos super mutantes, não tenho certeza, mas acho que tu deveria pesquisar, pois tem uma explicação pra isso.
    Sobre os inimigos te atacarem correndo, é realmente irritante. É estranho um cara te acertar com uma AK47 a 100m de distância (até no tosco CS isso é impossível). Mas também é interessante acompanhar as "guerras naturais" que o jogo cria. Às vezes os monstros se atacam entre si e tu só fica de longe assistindo, ou pode até mesmo escolher um lado (apesar de eles te atacarem, depois de esterminarem o inimigo, mesmo tu tendo ajudado eles, sacanagem). Isso é um retrocesso na série, já que nos outros jogos da franquia isso não acontecia, só monstros muito hostis ou com bons motivos te atacavam.
    Eu fui jogar esse jogo só em meados de 2010, então não sei como era na época que ele foi lançado, mas comparado com outros jogos da época de 2008, como Assassins Creed, achei os gráficos bem bons. Nada de exorbitante, talvez seja melhor no PC (as telas de loading posso te garantir que são muito mais rápidas no PC, tanto no FallOut 3, quanto no New Vegas, Skyrim, e acredito que em todos os jogos da versão PC em comparação à versão PS3/X360), mas não é tão comum quanto tu diz, principalmente as animações de critical do VATS. Acho interessante que o jogo não tem cutscenes, é tudo na ação da hora, o que torna a história mais dinâmica e interessante de ser acompanhada.

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  17. Ainda sobre a diferença da versão PC, existem Patchs que corrigem os tiros à queima roupa, o problema da luz do PipBoy (apesar de eu não usar essa luz nunca) e o Stealth Boy. Joguei o GotYE, e as espingardas de Lookout jogam os Ghouls a 3m de distância quando disparadas à queima roupa. O Stealth boy se torna muito útil quando tu tem aquela espada do samurai que dá choque. Usa o Stealth Boy, dá espadada por trás e mata praticamente direto. Ou então "plantar" granadas de nuka cola no bolso dos Raiders e vê-los explodir pelos ares. Mesmo assim, pra mim eles servem mais como um valioso item de troca, são caros e pesam, melhor trocar por algo útil. E no PC, se tu apertar ESC ou TAB a conversa é fechada na hora.
    Uma ferramenta muito importante desse jogo que eu sinto falta no Skyrim é a possibilidade de reparar itens. Apesar de ser muito idiota, imagino a cena: "peraí, Death Claw, não me bate ainda, vou tomar uns steampaks, recarregar minhas armas, vestir minha armadura, tudo isso enquanto eu olho pro meu relógio". Mas é interessante, às vezes aquele inútil que tu matou só te deixou MAIS UMA AK, mas aí tu junta com a que tu já tem e te dá mais uns 2 pontos de dano.
    Acho que é interessante tu jogar a versão pra PC pra ter uma segunda visão do jogo. Não tenho PS3, mas acho que tu vai preferir. E os 2 primeiros jogos estavam disponíveis de graça na Steam algum tempo atrás. Agora não tenho certeza, mas, se tu der uma pesquisada, vai encontrar os jogos originais pra baixar de graça, talvez no site da Valve ou da Bethesda mesmo. Enfim, vale a pena analisar a história, nem que seja só lendo mesmo, sem jogar, só pra conhecer e até mesmo ter argumentos mais fortes pra rebater e entender os mais conservadores fãs da série.

    PS: a melhor arma do jogo pra mim SEMPRE será a AK47 chinesa, só por isso o Operage Anchorage já vale a pena, porque DETESTO armas lentas. Mas, apesar de ser legal usar a arma dos Aliens, sou MUITO FÃ do Fat Man, pra mim a melhor arma do jogo em questão de dano.

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  18. "peraí, Death Claw, não me bate ainda, vou tomar uns steampaks, recarregar minhas armas, vestir minha armadura, tudo isso enquanto eu olho pro meu relógio"

    kkkkkkk. hilário só de imaginar.
    Bolívar (só por curiosidade, vc é homem ou mulher, pois tem Andrea tb no seu nick), pra comentar cada aspecto do seu comentário-livro eu teria que viajar no tempo até a tarde de sábado desta semana, quando terei mais tempo para gastar no PC e no PS3. mas gostei muito do seu comentário. mesmo eu sendo um novato na série Fallout, percebo que vc manja muito desse jogo. seja bem-vindo ao blog.

    PS.: se vc gostar da saga das doze casas dos Cavaleiros do zodíaco, se prepara, pois tô fazendo um post quilométrico sobre esse tema. até mais.

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    1. Ok, aguardo uma resposta então haha.
      Sou homem, cara, meu nome de verdade é Bolívar, que nem o jogador do Inter (se tu não curte futebol, então tenta lembrar do Simón Bolívar, conquistador das Américas, presente até no Age of Empires III), e D'Andrea é meu sobrenome, minha família é italiana, vieram da ilha de Andrea, perto da Sicília e pá.

      Não curto tanto Cavaleiros dos Zodíaco, mas achei mó daora tuas analises enormes de jogos. Ia ser legal te ver falando de mais jogos, ultimamente estou jogando Bully, mas também quero ler mais sobre Assassins Creed, Batman, GTA, Devil May Cry...
      Grande sucesso com o blog!

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    2. valeu pela explicação sobre a sua genealogia rsrsrs. vou comentar cada tópico do seu comentário enorme no sábado ou no domingo.
      quanto aos jogos que você queria ver, eu até estava pensando em criar uma enquete sobre quais jogos (escolhidos por mim, claro) os leitores do blog queriam ver no próximo Review Supremo. talvez isso me desse a inspiração necessária para levar o artigo adiante. tô devendo o do Mass Effect 2 (por pura preguiça mesmo) e o do Batman Arkham Asylum (um jogo tão filhadaputamente bom que nem sei como fazer um Review Supremo dele sem cair no marasmo dos elogios rasgados). a fila é enorme, e o que não falta é nego querendo passar na frente rsrsrs.

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    3. Bolívar, esqueci de te dizer uma coisa. conselho de amigo: se você não gosta de Cavaleiros do Zodíaco, dê uma chance à saga The Lost Canvas. foi o que me inspirou a escrever este texto sobre as doze casas. pra não me adiantar e estragar o meu próprio post, te digo que vale a pena dar uma chance a esse anime.

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    4. É que não tenho paciência com séries/animes/filmes. Livro eu ainda consigo me concentrar. Não é que eu não goste, mas tenho a necessidade extrema de interagir com a história, então não consigo ficar 30 minutos sentado assistindo um episódio passar sem mexer os dedos, só assistindo. PRECISO apertar uns botões, fazer alguma ação. Não tenho nada contra os cavaleiros do Zodíaco, eu até curtia a história as 12 casas dos cavaleiros de ouro, e cheguei a acompanhar a saga de Asgard, quando o Poseidon sequestra a Atena, mas é que é triste ser adulto e não ter mais tempo pra porra nenhuma, há anos que não assisto TV (só jogo de futebol, claro), e, como eu já disse, não tenho paciência pra baixar e assistir episódio por episódio. Até os blogs que acompanho, mesmo, prefiro blogs com conteúdo escrito do que com vídeo. Talvez um dia eu vença essa barreira...

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  19. Promessa é dívida, então lá vai:

    pra começar, você não é a primeira pessoa que fala que os jogos da Bethesda são muito melhores no PC, por razões óbvias. Skyrim mesmo tem loadings absurdos no PS3. quando eu dou fast travel eu aproveito pra tomar água e, acredite, ir ao banheiro! os gráficos também são bastante diferentes. e eu fico me imaginando como um jogo belíssimo como Skyrim pode ser ainda mais bonito. pena que não posso ter um PC em casa, por falta de espaço.

    se a diferença de jogabilidade é tão grande assim a ponto do jogador não precisar utilizar o VATS no pc, então a coisa é pior do que eu pensava. fico muito dependente dele no jogo. pra vc ter uma ideia: quando comecei a jogar esse jogo eu cometi a "burrice" de ir a Greyditch (não sei se o nome é esse mesmo, mas é a cidade das formigas). quando os APs acabavam, eu corria das formigas e esperava a barra encher de novo, me esquecendo completamente de que podia atirar em tempo real. um pouco de leseira da minha parte, admito, mas um efeito causado pela dependência forçada deste recurso.
    concordo plenamente com vc quanto às animações do VATS: são um show de bola. fico impressionado até hj, mais de dois anos depois da primeira vez em que joguei.

    sobre jogar em terceira pessoa, não é que não dê. é que a animação é tão feia e desajeitada que fica mais do que claro que a Bethesda quer que o jogo seja jogado em primeira pessoa, e que o mode em terceira foi adicionado apenas para que os fãs mais antigos da série não execrassem o jogo completamente.

    sobre as guerras naturais eu concordo. são muito divertidas. acho que falei sobre isso no review. e do fallout 1 e 2 eu não sei. joguei o 1 apenas o comecinho e tudo que me via me atacava (uma batalha com 3 readscorpions no começo? impossível). então, não vi muita diferença.

    você não usa a luz do Pipboy? cara, quanta coragem. esse jogo me deu muitos sustos (os deathclaws e os ghouls que ficam rosnando nas estações de metrô sem vc poder identificar de onde vem).
    o único jogo da bethesda que eu jogo no escuro (e gosto) é o Skyrim. adoro o efeito de adaptação dos olhos do personagem.

    o stealth boy não é tão inútil assim, mas no New Vegas. eu até consegui usá-lo de forma satisfatória em muitas ocasiões, mas ainda acho que ele devia ser um item mais raro e eficaz no jogo. o vegas eu não consigo achar uma versão Ultimate (todos os DLCs) com áudio e legendas em inglês (apenas em espanhol, muchacho!). por isso fico devendo o Review Supremo dele, que é bem melhor e estratégico que o 3.

    quanto às armas, é questão de gosto. eu ADORO armas lentas, com animação pesadona pra recarregar (vai entender. cada louco com a sua mania!). no fallout 3 vc já sabe a minha preferida. no New Vegas adoro as pistolas e amo de paixão a Cowboy Repeater.

    até mais.

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  20. Olá!
    Gostaria de baixar os efeitos sonoros de Fallout 3 e do New Vegas... Alguma sugestão de onde posso encontrar? Grato. =)

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  21. Olá a todos,

    Eu joguei fallout 1 e 2 quando foram lançados e gostei demais dos jogos, foi uma experiência muito boa na época, e claro que melhorei meu inglês bastante fazendo isso

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  22. Cara, tu ressaltou todos aqueles pontos que todas as análises não faziam nem questão de mostrar: os bugs, os problemas no combate etc. Mas adorei Fallout 3, mas é impossível se conformar com a fraqueza do personagem mesmo num level 15, por exemplo. Passo uma raiva desgraçada quando perco pra um maldito Raider. Fallout força muito o uso do VATS. E tudo que você disse está presente pra abalar um pouco a experiência. Já fez o desafio da Nuka-Cola? Dá vontade de ser mau e passar o cartucho naquela tal de Sierra. Além do fato do jogo ser todo em inglês, pelo menos em espanhol já quebrava um galho. Mas eu não tiro os méritos de Fallout, apesar dos erros sinto que gastei meu dinheiro no game certo. E ainda tem muito troféu pra pegar. Ah, esse blog é muito show de bola, Força aê!!!

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    1. Que bom que vc gostou do review. obrigado pelos elogios. sobre passar o cartucho, se eu fosse falar dos personagens que dá vontade de fazer isso teria que ser um review à parte rsrsrs. e sim, esse jogo tem muitas falhas mas é um dos melhores dessa geração. se vc gostou dele, te recomendo o New Vegas. chega a ser melhor que o 3, pode acreditar. e foi como eu disse no texto: os fãs da série antiga têm sorte da franquia ter caído nas mãos de uma empresa que conseguiu captar a atmosfera da série original e ainda acrescentar algo de novo.

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  23. Dps de ler o Review supremo de FO4 eu acho qualquer texto pequeno kkkkk olha oq vc fez comigo cara! Zueras a parte dps q eu zerar o NV vou comprar o FO3 :D

    Ps: Odeio demons soul's.. tentei jogar mas quase tive uma gastrite nervosa.

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  24. Karine, por incrível que pareça tem texto ainda maior que o do FO4 no blog. Se você gosta de Cavaleiros do Zodíaco, procure um post chamado A Tela Perdida na barra de postagens populares.

    O ideal era que vc jogasse o 3 antes do Vegas. Com certeza vc vai achar que está faltando conteúdo por jogar nessa ordem, a menos que baixe mods.
    Demon's Souls eu não odeio. Só não é a minha praia. Fiquei decepcionado com ele, pois comprei achando que veria um RPG old school, quando na verdade ele é um hack'n slash com elementos de RPG. Mas gosto é gosto, o que importa é se divertir.

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  25. Por incrivel que pareça eu ja li o post sobre cavaleiros do Zodíaco rsrs ainda fiz minha prima ler. Eu não curto mto esse anime mas eu já vi alguns eps, tbm joguei um jogo de ps2 do CZ XD

    Vc tem mtas análises de jogos de ps2? Pq eu tenho boas recordações dessa época :)

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  26. kkkkk. Karine, eu fico imaginando o que a sua prima fez pra merecer um castigo desses. PS2 eu não abordei muito não, pois criei o blog em 2011, quando já jogava PS3. Acho que tem um post sobre o Castlevania Lament of Innocence. Só você olhando nos arquivos antigos mesmo, pois de cabeça fica difícil.

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  27. Carlos Albuquerque8 de maio de 2017 07:40

    Análise fantástica, meus parabéns. Vai fazer do Fallout 4 ? Merece muito uma análise.

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    Respostas
    1. Obrigado, Carlos. Fico feliz que tenha gostado. Eu já fiz a análise do Fallout 4: http://maisumblogdegame.blogspot.com.br/2015/12/meu-review-supremo-de-fallout-4.html

      Também tem análise do Fallout 1, de PCs, e do New Vegas. Procura na barra de pesquisa, ou clica no marcador no fim do texto, que vocÊ acha.

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