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quarta-feira, 27 de abril de 2016

TRIPULAÇÃO DESCARTÁVEL...






















Alien o Oitavo Passageiro é o meu filme preferido. Não, não ficou faltando nenhum complemento na descrição que o leitor acabou de ler: Alien é o meu filme favorito DE TODOS OS TEMPOS, não importando o gênero, época, elenco ou enredo.

Alien conta a história do cargueiro Nostromo. E se você precisa que eu termine essa sinopse, com certeza entrou no blog errado, e não deve ter a menor noção do quanto eu sou fã e apaixonado por essa franquia.

Eu já fiz uma análise completa do primeiro filme aqui blog. Clique AQUI pra ler na íntegra. E confesso que acabei me arrependendo um pouco do teor cômico que dei ao texto na época, pois destratar esse filme e não levá-lo a sério como ele merece é um pecado que eu não perdoo que seja cometido nem por mim mesmo.


Quem nasceu primeiro: o ovo ou o xenomorfo?

Na época, eu adotei tal formato por achar que um texto de milhares de rolagens de mouse apenas enaltecendo a obra de Ridley Scott e cia. ficaria chato por demais de ler. Mas é aquela coisa: o blog estava apenas em seus primeiros meses de vida; a mentalidade era outra; e eu simplesmente preferi fazer o texto da forma que mais me divertisse durante o processo.

Minha trajetória com o filme data dos meus longínquos sete ou oito anos. E irresponsabilidades parentais à parte (em deixar uma criança assistir a um filme onde pessoas são partidas ao meio por uma cobra espacial), só posso agradecer aos criadores dessa película por terem criado algo que parece ter sido feito sob medida para saciar os meus fetiches com steampunk, engenheiras de cabelos fartos trajando macacões e gritos que não podem ser ouvidos no espaço.

Nos games o terror não poderia ser diferente: fica até difícil catalogar todas as aparições que a criatura idealizada por Dan O’bannon e Ron Shusett fez ao longo de todas as gerações de consoles/PCs. Justamente por ter escrito um post contando as minhas experiências com essa franquia nos games é que eu não vou me prolongar no assunto, lembrando que o post Nono Passageiro pode ser conferido AQUI.


Alien Ressurection, de PSone: lindos gráficos, dublagem soberba, difícil pra burro.

Ao completar a tenra idade de 34 aninhos no ano corrente, eu fui presenteado pelo meu irmão mais chegado a mim com um livro, um novelização que (re) conta a história original do Nostromo e a curiosidade inquietante do co-piloto Kane em enfiar o bedelho onde não foi chamado. 
Uma lição de casa no mínimo obrigatória pra quem se arroga um dos maiores fãs da franquia, que espero vir a contribuir com detalhes de enredo que não entraram no filme (cortesia do escritor Alan Dean Foster). 

ATUALIZADO: no dia em que escrevi este post, eu não fazia ideia de que existe o Dia do Alien, comemorado em 26 de abril, em homenagem ao planetoide que deu origem ao problema todo (seu nome é LV-426, lembrando que em inglês o mês é grafado antes do dia). Belo fã, heim seu Shadow?

Mas foi em 2015, no Playstation 3, que eu pude acompanhar de perto a sensação “real” de estar preso em uma espaçonave abandonada (por deus e pela tecnologia mais moderna) com um ser de puro instinto e agressividade, que te aniquila ao menor sinal de sua existência (há fãs da saga que não aguentam o tranco psicológico e desistem de ajudar Amanda Ripley antes do meio do caminho; e eu não os culpo – clique AQUI para um bom exemplo). 
O veículo para tal experiência tem nome, um nome que eu adoraria ouvir reverberando mais vezes pela imensidão fria e silenciosa da indústria dos games: ALIEN ISOLATION.


Acabamento impecável.

Mais uma vez, eu já falei quilos sobre esse maravilhoso jogo no Meu Review Supremo de Alien Isolation. Para ler, clique AQUI. E eu não sei se o jogo bate mais recordes de quantidade de caracteres que eu gastei para elogiá-lo aqui no blog, ou recordes de jogo de videogame mais vezes jogado no menor intervalo de tempo: ABSURDAS OITO VEZES EM UM PERÍODO DE APENAS UM ANO (varrendo o chão com a cara do anterior detentor do título, Final Fantasy 10 e suas cinco jogadas em cinco anos...).

Que obsessão que nada! Como um fã doente da série e de todos os elementos que compõem a obra (steampunk, terror, sci-fi, espaço sideral, terror biológico), eu sinto uma necessidade quase que orgânica de passear pelos corredores da Sevastopol, sentindo a atmosfera do cargueiro Nostromo adentrar pelos poros de uma maneira sinestésica que nem o próprio filme de 1979 pode proporcionar.


Faltam palavras para expressar a minha paixão por este universo...

De fato, Alien Isolation é um jogo que desperta em mim a necessidade de bater o martelo definitivamente com relação a alguns de seus aspectos, deixando brecha para frases do tipo “o melhor jogo de Alien”, “o melhor design e atmosfera que eu já vi em um jogo” ou “o melhor jogo de filme já feito”. Apesar de que rotular Isolation dessa forma, de subproduto de filme, é uma das maiores injustiças que podem ser feitas com o título em si, e com seus criadores, visto que o game respira por conta própria e, de quebra, ainda adiciona uma coisinha aqui e ali ao já rico universo de Alien.

Depois de saborear o temível modo Nightmare (nada de itens nos contêineres, nada de mapa ou tracker, one-hit-one-kil pra tudo) e de finalizar o game pela oitava vez (em homenagem ao passageiro mais querido de todos os tempos), havia chegado a hora de conferir os conteúdos adicionais disponíveis para Alien Isolation, dos quais falarei um pouco agora.


TRIPULAÇÃO CAÇA-NÍQUEIS






















Alien Isolation, mais uma vez, é uma experiência incrível e um presente aos fãs da série. Em minhas maratonas de assistir a todos os filmes da franquia em um fim de semana só (e sim, eu considero Prometeus um capítulo legítimo da saga, com direito a choro livre pra quem discorda), eu não mais considero a sessão completa se eu não der ao menos uma passadinha pra conferir alguma parte do game, que pra mim já figura como um spin-off oficial dos filmes, só que em uma mídia diversa da do cinema.

Mas tem uma coisa que nem o fã mais doente do jogo pode negar: Alien Isolation possui 0% de extras de jogo. Perceba que eu não falei zero por cento de fator replay, pois a aventura de Amanda é deliciosamente imersiva o bastante pra me fazer jogar por oito vezes e contando...

O que eu quero dizer com isso é que, uma vez finalizada a campanha principal, não há mais nada a ser feito além de dar new game e sentir calafrios mais uma vez pela simples ação de precisar virar em uma esquina...


Ideia nova surgida do nada: uma arma
de facehugger que cospe ácido nos inimigos! Não? Ah, tá bom, seu chato...

Eu sei que Isolation não é um jogo de tiro, mas bem que eu ficaria feliz com a inclusão, depois de cumprir certos requisitos, de um exemplar da deliciosa Smartgun mostrada no filme Aliens (e em alguns jogos da série). Ou então os produtores podiam ter enchido o saco da Sony pra disponibilizar uma cópia digital do primeiro filme, o que me deixaria bem feliz, visto que meu disco em DVD foi pro espaço (e na Netflix, necas de Alien. Preposterous!).

Ao invés disso, nós ganhamos o modo Survival, que se trata de apenas UMA ÁREA com alguns objetivos a serem cumpridos. Quer mais cenários? Então compra! 
A mecânica é bem simples: você tem um acesso a itens ainda mais limitado que na campanha principal, e deve correr contra o tempo (e contra o Alien) para garantir uma maior pontuação no final da fase. Bem anos noventa, eu sei...

O primeiro DLC do game foi o Crew Expendable, que nos permite jogar com Ripley, Dallas ou Parker, para reviver aquela sequência do filme (uma das mais tensas da história do cinema) na qual temos que encurralar o Alien nos dutos de ventilação, aos gritos de “Não Dallas! Por aí não!” da desesperada Lambert.


Dallas ouvindo música clássica no módulo de fuga do Nostromo, como sempre...

Mesmo fazendo a lição de casa a contento (a porra é tensa demais, acredite!), é uma piada a Creative Assembly cobrar por um conteúdo em DLC que faz o Automatron do Fallout 4 parecer uma bíblia de profundidade.
Bem, eu nunca paguei um centavo a mais pelo DLC, visto que nas duas ocasiões que adquiri uma cópia do jogo (PS3 e PS4), eu comprei logo de cara a Nostromo Edition (pra ser sincero, nunca vi outra que não fosse a Nostromo). Mas de qualquer forma, fica a crítica, só pra não perder o costume e deixar de ser imparcial.

Safe Haven é um DLC que conta um pouco sobre Axel, aquele carinha que vive o suficiente apenas pra ensinar uma engenheira classe B a trocar as baterias de uma lanterna (ah, tutoriais...).


Esse Parker ficou esquisito pra caramba.

Já em The Trigger, Amanda se engaja em missões de plantar explosivos em pontos estratégicos da Sevastopol para encurralar e dar cabo do bicho de uma vez por todas. Eu acho.
E apenas acho mesmo, visto que não adquiri e provavelmente não vou adquirir nenhum desses conteúdos do jogo.
Mesmo sem ter jogado, esses DLCs parecem meras variações do esquema de gato-e-rato simplificado que vemos no modo Survival, e não se configuram como adições interessantes o suficiente para eu gastar absurdos 300 créditos espaciais em cada um deles (convertendo, dá mais ou menos R$16,00 por conteúdo). Eu fico mais que aliviado pelo fato de que a campanha principal do jogo é mais interessante e complexa que seus DLCs, que não passam de versão resumidas e simplificadas do que já temos no modo campanha.

Nesse quesito, acho que a Creative Assembly (ou seja lá quem dá a palavra final nessas questões) devia tomar de exemplo a atitude de empresas como CD Projekt Red e Rockstar, e liberar de vez a passarinha  disponibilizando gratuitamente esses DLCs.


ENQUANTO ISSO, NO RETÍCULO ZETA...






















A Creative Assembly já deu todas as dicas de que o Alien Isolation (que vendeu aproximadamente 2 milhões de cópias) não terá a esperada continuação que fãs e funcionários da empresa desejam. Eu já falei sobre isso aqui no blog, em um dos posts mais difíceis que tive que escrever desde a criação do site (clique AQUI para ler).
E pelos meus textos anteriores sobre Alien, acho que não se faz necessário salientar o quanto esse fato é fúnebre para este que vos escreve.

Já em outras mídias, a franquia Alien ainda não realizou o seu derradeiro salto em direção a um tanque de chumbo borbulhante: Ridley Scott já vem sinalizando seu interesse na continuação de Prometeus desde o lançamento do primeiro filme, em 2012. Também há rumores sobre um quinto filme, que traria Ripley e Dwayne Ricks fazendo sabe-se lá o que em sabe-se lá que contexto...

ATUALIZADO: o projeto se chama Alien Covenant.


Sério: como fã da série eu EXIJO saber qual é a desse mural!

A SEGA, detentora dos direitos da franquia, demonstra interesse em lançar outros jogos com o nome da marca, muito embora que nada de concreto tenha sido anunciado de fato. O problema é que, pelo visto, a produtora do Sonic não aceita nenhum título que renda menos que um Call of Duty em vendas, e esse estilo de jogo simplesmente não combina com o produto final de excelente qualidade alcançado pela criadora de Isolation.

Ideias não faltam: como eu disse em outros posts, eu adoraria ver um jogo que mesclasse stealth com cenas de ação típicas de um Alien VS Predador da vida; um jogo que aproveitasse o melhor que os fãs apaixonados da Creative Assembly conseguiram idealizar (pois um resultado desses só pode ser oriundo de paixão e dedicação mesmo), ambientado em um planeta-prisão que serviria de palco para caçadas frenéticas e tensas de um clã de Predadores tentando alcançar a maturidade social. As possibilidades estão aí.


O filme Predadores já pega um pouco da ideia que eu tenho pra um
novo jogo, feito pela CA. Só falta adicionar o elemento ácido à fórmula...

E é isso pessoal. Gostaria de finalizar o texto indicando esse excelente jogo, mais uma vez, pra quem ainda não conhece e é fã do gênero stealth, e lembrando que no canal do Youtube tem vídeo com minhas análises comentadas (descompromissadamente) de todos os filmes da franquia (barra lateral direita, canto superior e descendo).


Au Revoir!

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